sábado, 12 de dezembro de 2020

Personalidades se indignam após Suprema Corte dos EUA desfavorecer Trump ao rejeitar ação do Texas


A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou um processo movido pelo estado do Texas para questionar a constitucionalidade de mudanças feitas por quatro estados em suas leis eleitorais antes da eleição presidencial americana. Diversos cidadãos comentaram a decisão e o seu significado para os Estados Unidos e para o mundo. 

Pouco após a divulgação da decisão, representantes do Partido Republicano do Texas publicaram uma nota sugerindo uma divisão entre estados “que seguem a Constituição” e estados que não a seguem. O comunicado, assinado por Allen West, dizia: “A Suprema Corte, ao rejeitar a ação do Texas, que teve o apoio de 17 estados e de 106 parlamentares americanos, determinou que um estado pode agir contra a constituição e violar suas próprias leis eleitorais, resultando em prejuízos para outros estados que seguem a lei, enquanto os estados culpados não sofrem consequências. Esta decisão estabelece um precedente que diz que estados podem violar a constituição americana sem serem responsabilizados. Esta decisão terá ramificações extensas para o futuro da nossa república constitucional”. Ele sugeriu: “Talvez os estados que seguem a lei devam se unir e formar uma União de estados que seguem a constituição”. 

O jornalista Paulo Figueiredo afirmou: “Suprema Corte dos EUA rejeita processo do Texas por 7x2. Os 3 "justices" apontados por Trump votaram pela rejeição do caso. Decisão completamente absurda, mas é isso queridos. It's over. Alegar falta de standing em um estado processando o outro por uma violação constitucional da Electors Clause, 12a e 14a Emendas é, realmente, absurdo. O Texas não teria outro lugar para ir e reclamar do descumprimento de contrato (Constituição) por parte dos outros estados. A suprema corte tem jurisdição ORIGINAL EXPRESSA E EXCLUSIVA nestes casos. Fico feliz em ver que minha opinião é idêntica à dos 2 melhores justices (Alito e Thomas). Mas decepcionado em ver que os 3 justices escolhidos pelo Trump vejam a coisa desta forma absurda.

A derrota da ação do Texas na SCOTUS muito provavelmente significa o fim de qualquer pretensão de reversão do resultado eleitoral. Fico impressionado com a quantidade de gente que acredita em militares e Lei Marcial nos EUA. Gente…”

O comentarista e cineasta Dinesh D'Souza questionou: “Eu não entendo. Outros estados não têm interesse no resultado de uma eleição presidencial que afeta todo o país?”.

Renato Barros, do canal Questione-se, lamentou: “Não deu. A suprema corte escolheu o caminho dos covardes e rejeitou a ação do Texas. Só Deus!  Que nosso Deus nos ajude”.

A juíza do trabalho aposentada Silvia Mariózi questionou: “Se o Texas e outros 19 Estados não têm legitimidade para propor essa ação na SCOTUS, onde deveriam propor as ações? Nos respectivos 4 Estados que seriam então os julgadores e réus ao mesmo tempo?”

O ex-prefeito de Nova York e advogado de Trump, Rudolph Giuliani, afirmou que a disputa não acabou. Giuliani afirmou que a Suprema Corte decidiu manter-se fora do caso, mas os fatos trazidos à tona precisam ser apresentados à Justiça. Giuliani disse que, como a Suprema Corte não decidiu o mérito da questão, os fatos serão levados a diversos tribunais nos estados. 

Bárbara, do canal Te Atualizei, desabafou: “Ação do Texas rejeitada pela suprema corte. É, gente, ainda bem que é sexta à noite e está decretado o fim dessa semana que foi inteiramente um dória…”.

O investidor Leandro Ruschel mostrou preocupação: “Suprema Corte rejeitou ação do Texas e de outros 17 estados, que questionava constitucionalidade das eleições em 4 estados, pelas regras permitindo votação massiva por correio. É basicamente o fim das opções legais para Trump contestar as eleições. A decisão da Suprema Corte americana significa que o Xi Jinping estará sentado na Casa Branca, na prática. Já sabemos quem são os Justices da Suprema Corte com bolas: Clarence Thomas e Samuel Alito”.

O filósofo Olavo de Carvalho aquilatou: “No meu modesto entender, o processo texano era muito fraco mesmo. Apegava-se à questão de direito constitucional sem nem mencionar a essência do caso, que era de natureza criminal. Pensamento eufemístico é derrota infalível”.

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