quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Bolsonaro tranquiliza população sobre seringas e critica Bonner e Globo: ‘têm que criticar mesmo, acabou a grana’


Ao sair do palácio do Alvorada esta manhã, o presidente Jair Bolsonaro conversou longamente com um grupo de cidadãos. Bolsonaro iniciou a conversa perguntando quantos pretendem tomar a vacina. Ele afirmou: “Não estou fazendo campanha nem contra nem a favor. A vacina, se é emergencial, ela não tem segurança ainda, né? Ninguém pode obrigar ninguém a tomar algo que você não tem ainda certeza das consequências. Agora, em janeiro, vai estar à disposição”.

Bolsonaro respondeu à narrativa da velha imprensa de que faltam seringas, e dirigiu-se a William Bonner, da rede Globo: “Essa imprensa sem vergonha, William Bonner, sem vergonha: vai ter seringa pra todo mundo. William Bonner, por que teu salário foi reduzido? Porque acabou a teta do governo. Vocês têm que criticar mesmo. Eram quase 3 bilhões por ano pra imprensa, e grande parte para vocês. Acabou a grana. Outra coisa: você defende tanto salário igual de homem e mulher, né? Por que a Renata ganha metade do que você ganha? Por que você não fala dos bilhões roubados pelo seu patrão Marinho, de acordo com o doleiro Dario Messer?”. 

O presidente prosseguiu: “Vocês falam que eu não comprei a seringa agora, porque quando eu fui comprar, o preço dobrou. E, se eu compro, vão falar que comprei superfaturado. Não dou essa chance para vocês. O Brasil é um dos países que mais produzem seringas. Outra coisa: alguém sabe quantos por cento da população vai tomar vacina?  Pelo que eu sei, menos da metade vai tomar vacina. Pelo que eu sei. E essa pesquisa que eu faço, faço na praia, faço na rua… Para quem quiser, em janeiro vai ter. Está previsto chegar 2 milhões de doses agora em janeiro. O pessoal pode tomar, sem problema nenhum”.

Bolsonaro apontou ainda: “temos um programa de vacinações, via SUS, que ninguém tem no mundo. Temos centenas de salas de vacinação. Não falta.  E as seringas são de governadores e prefeitos. Tem governador anunciando compra de vacina. Por quê? Porque tem dinheiro nosso. Nós demos, ano passado, bilhões para estados e municípios. Nós fizemos a nossa parte. A imprensa não fez a dela. Levou o terror para a opinião pública, em vez de enfrentar com verdades a questão do vírus, proteger quem tem que ser protegido e preservar os empregos… não fizeram isso. Se começarem a fechar tudo de novo, vai quebrar o Brasil. O Brasil vai se empobrecer, e um país de pobres, de famintos, você não sabe o que vai acontecer”. 

O presidente explicou as peculiaridades das vacinas experimentais e respondeu a uma pergunta sobre tratamento profilático. Bolsonaro disse: “há um trabalho da Globo, Folha de São Paulo, essa imprensa sem-vergonha, forte contra isso aí. A Globo está preparando a “festa dos 200 mil mortos”. Tá sendo preparada, já, a festa da Globo. Para culpar quem? O Supremo diz que a responsabilidade por essas questões cabe aos governadores e prefeitos. O que me coube, a minha responsabilidade, eu fiz. Recursos e meios”. 

Bolsonaro relatou que há emissoras dizendo que o governo aumentou imposto sobre as seringas, e respondeu: “Eu não aumentei imposto de nada. É só mentira o tempo todo! Porque se voltar alguém do padrão do PT, tá bom pra imprensa. A Globo vai voltar a ganhar bilhões por ano pra fazer propaganda oficial do governo. O Bonner vai voltar a ganhar 800 mil por mês, aquela pancada de artista que ficava estocada lá recebendo, volta. A Lei Rouanet volta a funcionar a pleno vapor. Pessoal, estamos há dois anos sem corrupção. Parece que já esqueceram disso!”.

O presidente Jair Bolsonaro denunciou outras narrativas da velha imprensa, como supostas trocas de ministros e a discussão se o Brasil está quebrado. Ele disse: “Ainda bem que a maioria da população já conhece o que é essa imprensa brasileira. Já conhece a rede Globo”. Bolsonaro relatou o episódio em que, no Guarujá, pediu ao dono de um bar que mudasse de canal. O presidente disse: “Ele mudou de canal, e falou que nunca mais ia colocar a TV Globo no bar dele. É o que todo mundo tem que fazer”. 

Bolsonaro falou sobre as eleições americanas e enfatizou a importância de haver confiança no sistema eleitoral. Ele apontou que as mudanças são graduais, e disse: “o que alguns querem que eu faça é agilidade. Não dá. Não dá pra mudar um navio de curso rapidamente. Dar um cavalo de pau num transatlântico. A gente vai fazendo devagar. Se nós passamos dois anos sem corrupção e daí um grande pool de jornalistas mundiais me elegeram o mais corrupto do mundo, e tem gente que acredita nessas porcarias ainda”.

O presidente acrescentou: “A imprensa brasileira está fechando por falta de credibilidade. Não tem mais verdade na imprensa brasileira. Coisa rara. Raros são os programas que falam a verdade, dão espaço para os dois lados em um debate”. 


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