sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Deputado de Bolsonaro confronta Mandetta ao citar delação: 'A máscara está caindo'


O deputado Otoni de Paula, em live transmitida por suas redes sociais, relatou que o ex-ministro da Saúde, Luís Henrique Mandetta, foi mencionado em um esquema de corrupção que envolve as verbas destinadas ao combate à pandemia. O deputado contou que um delator, Edson Torres, relatou ao tribunal misto que julga o impeachment do ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, detalhes de uma reunião entre o secretário de saúde pública do estado e o advogado da organização social Iabas. A reunião ocorreu no gabinete do então ministro da Saúde. 

Conforme explica o deputado, após a reunião no gabinete de Mandetta, a organização social, que estava proibida de participar de licitações na cidade do Rio de Janeiro, foi mantida na  administração do hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, e posteriormente foi encarregada dos hospitais de campanha do estado, quando teria recebido quase 1 bilhão de reais sem licitação. 

O deputado Otoni de Paula afirma que oficiou a subprocuradora Lindôra de Araújo para que informe se a delação premiada do secretário da saúde, Edmar Santos, inclui o acordo feito com o Iabas no gabinete do ex-ministro. O deputado aponta que o ex-ministro poderia ter feito outros esquemas semelhantes durante seu mandato. Otoni disse: “Agora estamos começando a ver que o Iabas tinha um padrinho. E quem era o padrinho do Iabas? O ministro da Saúde”. 

Otoni apontou ainda que, sem o tribunal misto do impeachment, as informações poderiam não ter chegado ao governo federal. O deputado disse: “Este que pode ser o grande padrinho da corrupção no RJ iria continuar sendo aplaudido pela grande imprensa”. 


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