sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Deputado de Bolsonaro se pronuncia após ser condenado a pagar R$70 mil a Alexandre de Moraes, do STF


Em pronunciamento ao vivo, o deputado federal Otoni de Paula abordou suas perspectivas após ser condenado a indenizar Alexandre de Moraes, ministro do STF, em R$70 mil.

O parlamentar relatou: “Fui condenado a indenizar o Alexandre de Moraes, ministro do STF, em R$70 mil. Ele pediu R$400 mil e, aí, esse pedido caiu para R$70 mil e fui condenado. Porque ele se sentiu ofendido no vídeo onde eu o chamo de déspota, lixo e esgoto do STF. Óbvio que vou recorrer, pois a decisão foi em primeira instância”.

Neste contexto, ele aquilatou medidas tomadas pela Justiça como ditatoriais: “O eminente magistrado ordenou que todos os vídeos e publicações com teor ofensivo ao ministro Alexandre de Moraes fossem excluídos de minha rede, sob pena de pagar R$50 mil de multas diárias. Como não tenho esse dinheiro e uma ordem judicial deve ser cumprida, chamei meu advogado e vi quais eram as que poderiam ser entendidas como ofensivas e tiramos todas elas. Para minha surpresa, um ou dois dias depois, todas as publicações, até as que não eram ofensivas, foram apagadas de minha rede social, mostrando que, quando a Justiça quer ter uma vocação, ditatorial, ela tem. Ela simplesmente vai na minha rede social e tira qualquer publicação que cite o nome de Alexandre de Moraes”.

Dessa forma, o parlamentar explicou os motivos pelos quais suas manifestações tiveram vínculo com a atividade parlamentar: “Eu estava manifestando meu repúdio porque ele mandou prender preventivamente o jornalista Oswaldo Eustáquio sem um indício de crime, além de proibir o jornalista de trabalhar, ele não podia sequer acessar suas redes sociais. Eu sou a voz do povo, sim. Eu sou a voz da indignação do povo, daqueles que pensam, que podem falar, mas não têm direito, pois ninguém escuta a voz deles”.

No ensejo, o congressista desabafou: “Eu chamei Alexandre de Moraes de déspota. Déspota é aquele que exerce o poder para dominar. É isso que Moraes, do STF, tem feito, interferindo no Executivo, quebrando sigilos, inclusive do senador Arolde de Oliveira, que morreu sem ver Justiça. Inclusive, agora, a Polícia Federal afirma que não há indício que incrimine os envolvidos. E agora, quem vai lavar a minha honra de ter tido meu nome envolvido em um inquérito criminoso como este? (...) Meu nome foi parar no lixo do Jornal Nacional insinuando que eu estava participando de um esquema contra a democracia. É uma honra ser processado pelo sujeito mais odiado pela nação. Meu nome entra para a História, não como corrupto ou bandido, mas como alguém que teve coragem de dar voz ao povo”.

Dessa forma, ele realçou: “Se eu tombar nesse campo de batalha, não tombo como covarde. Tombo fazendo meus filhos olharem meu caixão e dizerem que eu morri com dignidade. Todos estamos debaixo da lei, da Constituição. Vou recorrer dessa decisão, não recuo do que foi dito e não recuo da minha postura de dar voz ao povo e denunciar”.


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