segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Bolsonaro fala sobre mudança na Petrobras e preço de combustíveis: ‘eu não peço, eu exijo transparência’


Na saída do palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro conversou com cidadãos e falou sobre a troca no comando da Petrobras e o preço dos combustíveis. Bolsonaro disse: “Vê como se comporta a imprensa no Brasil, falam em interferência minha. Está valendo o mesmo percentual, como houve interferência? O que eu quero da Petrobras, exijo, é transparência e previsibilidade, nada mais além disso.  Outra coisa: dia 20 de março encerra o prazo da vigência do atual presidente. É direito meu reconduzi-lo ou não. Ele não será reconduzido. Qual o problema? É sinal que alguns do mercado financeiro estão muito felizes com a política, que só tem um viés na Petrobras: atender os interesses próprios de alguns grupos no Brasil, nada mais além disso. A Petrobras, no estado de calamidade, de acordo com o art. 65 da Lei de Responsabilidade Fiscal, tem que olhar para outros objetivos também”.

Bolsonaro acrescentou: “Também a imprensa critica o general. Ele é um general, sim, estava à frente da Itaipu binacional, por dois anos. Saneou toda a empresa. Só no ano passado investiu 2 bilhões e meio de reais em obras. Dentre essas obras, duas pontes para o Paraguai, a extensão da pista de Foz do Iguaçu, que vai começar a receber voos internacionais, bem como atendeu a mais de 20 municípios com as mais variadas obras. Isso não é eficiência?”

O presidente comparou: “Agora, o atual presidente da Petrobras está há 11 meses em casa, sem trabalhar, né? Trabalha de forma remota. O chefe tem que estar na frente, bem como seus diretores. Isso para mim é inadmissível. Descobri isso há poucas semanas. Imagine eu, presidente, em casa no meio do covid. Ficando o tempo todo aqui no Alvorada. Não justifica isso aí. Inclusive o ritmo de trabalho de muitos servidores lá está diferenciado. Ninguém quer perseguir servidor, muito pelo contrário. Temos que valorizar os servidores. Agora, o petróleo é nosso ou é de um pequeno grupo no Brasil? Ninguém vai interferir na política de preços da Petrobras. Eu não consigo entender, em um prazo de duas semanas, ter um reajuste de 15% no diesel. Não foi essa a variação do dólar aqui dentro nem no preço do barril lá fora. Eu não peço, eu exijo transparência de quem é subordinado meu. A Petrobras não é diferente disso aí. Respeito a empresa, seus funcionários, seus servidores, mas queremos saber de números concretos do que acontece lá, bem como a política salarial do presidente e seus diretores. Alguém sabe quanto ganha o presidente da Petrobras? Alguém tem ideia? Chuta, bem alto, aí”. A um cidadão que respondeu “50 mil”, Bolsonaro disse: “50 mil por semana? É mais do que isso por semana.  Então, tem coisa que não está certa. Não quero que ele ganhe 10 mil por mês também, não. Tem que ser uma pessoa qualificada. Mas não ter esse tipo de política salarial lá dentro.  E ficar em casa. Pode até estar fazendo um bom trabalho, mas para mim não se justifica essa ausência da empresa”.

O presidente falou ainda sobre o preço dos combustíveis: “O preço dos combustíveis, que eu falo que dá para diminuir mais de 10%, não é na canetada, não. Você quando bota 30 litros no seu carro, você não sabe se entrou 30 litros de verdade, sabe? Você não sabe se está batizado. A margem de lucro da distribuidora, os ganhos dos donos de postos, o valor dos impostos, você não sabe… O que acontece com os impostos? Eles são bitributados. O ICMS incide não só sobre o preço do combustível na refinaria, bem como em cima da margem de lucro dos postos, do ganho das transportadoras, bem como em cima do PIS-COFINS e em cima do próprio ICMS. Então, se você jogar em cima disso aí, diminui em cerca de 10% o preço no final da linha. E vários setores não faziam nada. Um não é do governo. É a ANP, que tem a função de controlar a qualidade do combustível. Do nosso lado, o INMETRO, é o volume. A questão das notas fiscais, a bitributação, é a  Receita. No fundo, ninguém fazia nada. E eu tenho que descobrir sozinho isso. Então, a gente vai mudar. Mudanças, teremos no governo sempre que se fizer necessário. Não tenho preocupação nenhuma outra a não ser atender o interesse público. Transparência e previsibilidade acima de tudo”. 

O presidente respondeu a uma cidadã que se queixava das dificuldades do setor de transporte escolar. Bolsonaro disse: “No caso de vocês: é aquela política, né? “fique em casa e a economia a gente vê depois”. Estamos vendo o “depois” agora. E querem culpar a mim, a inflação, querem culpar a mim pelo aumento de preços de muita coisa, em especial a alimentação, o desemprego… Quem fechou o comércio não fui eu. Desde o começo eu falei que não podíamos fechar o comércio. Devíamos tratar a questão do vírus e do desemprego com a mesma responsabilidade e de forma simultânea.  A imprensa massacrou, me chamaram até de genocida. Agora já sabemos que o efeito colateral do combate ao vírus causa mais mortes, mais danos que o próprio vírus. E eu sempre disse que tem que enfrentar. Problemas, você tem que enfrentar. Quem pode ficar em casa? Você não pode ficar em casa… A maioria da população brasileira não pode ficar em casa, não vai aparecer comida na geladeira. Tem que correr atrás.  A política levou os estados à situação em que nos encontramos.  Se não fosse o trabalho nosso, o PRONAMPE, ajuda a governadores, a prefeitos, entre tantas outras medidas, estaria uma desgraça o Brasil. Estaria o padrão Venezuela, hoje em dia”. 

Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...