quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

URGENTE: Presidente da Câmara, Lira se pronuncia após Moraes, do STF, prender o deputado Daniel Silveira


O novo presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Arthur Lira, pronunciou-se após a prisão do deputado federal Daniel Silveira, aliado do presidente Jair Bolsonaro.

O parlamentar foi preso às 23 horas e vinte minutos desta terça-feira a mando de Alexandre de Moraes, ministro do STF, no âmbito do inquérito 4781, também conhecido como “Inquérito fake news” e “Inquérito do fim do mundo”. 

Lira declarou: “Como sempre disse e acredito, a Câmara não deve refletir a vontade ou a posição de um indivíduo, mas do coletivo de seus colegiados, de suas instâncias e de sua vontade soberana, o Plenário.

Nesta hora de grande apreensão, quero tranquilizar a todos e reiterar que irei conduzir o atual episódio com serenidade e consciência de minhas responsabilidades para com a Instituição e a Democracia.

Para isso, irei me guiar pela única bússola legítima no regime democrático, a Constituição. E pelo único meio civilizado de exercício da Democracia, o diálogo e o respeito à opinião majoritária da Instituição que represento”.

Anteriormente, o presidente da Câmara declarou: “Mais do que nunca, o Brasil precisa de seus líderes ponderação, equilíbrio, serenidade e desarmamento de espíritos para que nossa Democracia seja poupada de crises artificiais e possa cumprir sua missão mais fundamental: ajudar o povo brasileiro a superar a maior crise sanitária, social e econômica do último século”.

Roberto Jefferson, presidente do PTB, anunciou: “O Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, já determinou ao jurídico da Casa a defesa do Deputado Daniel Silveira, que terá sua prisão revogada em 24 horas. O supremo, definitivamente, passou de todos os limites. Ditadura da toga”.

Moraes justificou sua decisão alegando que o parlamentar teria cometido crimes previstos na Lei de Segurança Nacional, além de crimes contra a honra de ministros do STF. Tais atos teriam sido supostamente praticados em recente vídeo no qual o deputado contestou Edson Fachin - ministro do STF indicado por Dilma Rousseff -, defendeu o general Villas Bôas, ex-comandante do Exército, e criticou diversos outros integrantes da Suprema Corte. O ministro argumentou, ainda, que haveria a configuração de flagrante delito em virtude de o vídeo ainda estar disponível para acesso na rede mundial de computadores.


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