sexta-feira, 19 de março de 2021

Bolsonaro alerta sobre método para implantar ditadura e cercear liberdades, 'caos' e 'guerra' pelo poder


Ao sair do palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro conversou com cidadãos que o aguardavam, quando fez duras críticas à velha imprensa, em especial à revista Veja, que lhe atribuiu um “plano para melhorar a imagem”. Bolsonaro disse: 

“Tá aqui na Veja online, olha o que é a imprensa brasileira: ‘plano de Bolsonaro para melhorar imagem já admite isolamento social total - o lock*’. Esses caras não têm vergonha na cara, não? Ontem entrei com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra três decretos de três governadores: DF, São Paulo e Rio Grande do Sul. Contra isso. E a imprensa, agora, como se eu estivesse preocupado com a minha imagem”. 

Ademais, ele desabafou: “A minha preocupação, revista Veja, é com o povo brasileiro. É com a vida, é com vacina, é com trabalho, é com emprego. A imprensa… não vou falar aqui, para evitar começar mal o dia. Mas é uma imprensa que não tem qualquer compromisso com a verdade. A verdade passou longe, aqui, com essa imprensa. Ontem entrei com ações, hoje diz que eu quero loc*. Eu nunca admiti lock*. Nunca. E meu compromisso não é com reeleição, não. É com o povo brasileiro”.

Bolsonaro relatou: 

“Estava agora conversando com três senhoras, que moram aqui na cidade satélite, contando o drama dos seus vizinhos. Pergunto: como esse pessoal está vivendo? Falei: É Deus. Mais nada. Não tem o que comer, não tem emprego, é uma pressão enorme em cima deles por parte de prefeitos, aqui, por parte do governador do DF. Esses caras que nunca passaram necessidade na vida, só sentem o cheiro do povo por ocasião das eleições, e olhe lá. E agora ficam ditando regras, dizendo ‘fique em casa’. O próprio governador do DF, no ano passado, quando começou o lock* ano passado, ele mostrou uma churrasqueira com uns pedaços enormes de picanha, aqui, estou ficando em casa, mostrando um churrasco. O governador do DF mostrou isso. O povo não tem nem pé de galinha para comer mais”. 

O presidente alertou: “Agora, o que eu tenho falado: o caos vem aí. A fome vai tirar o pessoal de casa. Vamos ter problemas que a gente nunca esperava ter. Problemas sociais gravíssimos. Eu tenho mantido todos os meus ministros informados do que está acontecendo”.

Neste contexto, Bolsonaro desabafou: 

“E ainda culpam a mim, como se eu fosse um insensível no tocante a mortes. A fome também mata, a depressão tem causado muito sui*** no Brasil. Onde é que nós vamos parar?  Será que o governo federal vai ter que tomar uma decisão antes que isso aconteça? Será que a população está preparada para uma ação do governo federal, dura, no tocante a isso? O que é ‘dura’?  É para dar liberdade para o povo, para dar o direito do povo trabalhar!

Não é ditadura, não. Uns hipócritas falando aí de ditadura o tempo todo, uns imbecis. Agora, o terreno fértil para ditadura é exatamente a miséria, a fome, a pobreza, onde o homem, por necessidade, perde a razão. 

Estão esperando o quê? Vai chegar um momento… eu gostaria que não chegasse esse momento, mas vai acabar chegando. Espero que essa minha ação no Supremo Tribunal Federal, no dia de ontem… que os decretos falam, simplesmente, em toque de recolher. O que é toque de recolher? Só em países ditatoriais! Estão aplicando aqui a legislação de estado de sítio, prevista na Constituição. Que não basta eu decretar estado de sítio, o Congresso tem que validar embaixo. E governadores e prefeitos humilhando a população, dizendo que estão defendendo a vida deles. Ora bolas, que defendendo a vida? Vocês estão matando essas pessoas!”.

Outrossim, o presidente retrucou difamações no que tange à política para a vacinação: “Ontem nós anunciamos que agora a Fiocruz começa a produzir 20 milhões de vacinas por mês no Brasil. Até ontem, neste mês, entregamos 5 milhões de doses. Até terça-feira da semana que vem, mais 5 milhões. O Brasil é um dos 5 países que mais vacinam no mundo

Espero que a população cada vez mais se inteire do que está acontecendo, não façam críticas pelas críticas. Entendam, tenham consciência do que está acontecendo”.  

Dessa forma, ele advertiu: “O Brasil está igual àquele animal que foi capturado pela jiboia, cada vez vai apertando mais. Daqui a pouco a gente não pode respirar mais”. 

O chefe de Estado voltou a advertir para como a liberdade é solapada aos poucos: “Eu espero que essa ação que eu dei entrada dê certo, seja despachado, tem um pedido liminar. Vai ser sorteado um relator, com toda certeza, no dia de hoje. Vamos preparar uma outra ação, também. Acho que todo mundo tem que buscar uma maneira melhor de achar uma solução para isso aí, baseado no direito de ir e vir. Não se pode, governadores e prefeitos, usurpar da constituição, via decretos, retirar o direito de ir e vir das pessoas. Isso é para estado de sítio, estado de defesa. E não é só eu, é o congresso, também, sendo ouvido. Caso contrário, vamos sucumbir. Vamos ter que reagir. Eu repito a parábola do sapo fervido. Se você joga um sapo numa panela de água quente, ele pula fora. Mas se você bota na panela de água fria e começa a esquentar, chega um ponto que ele não tem força pra sair, ele vai virar sopa. Nós estamos virando sopa no Brasil. Qual o país no mundo em que não morre gente? Em todos os países, morrem”. 

Eu falo desde lá atrás, temos que enfrentar esse problema. Lá atrás: qual era o objetivo do lockdown, não era achatar a curva? 

Ademais, ele questionou o que tem sido feito com bilhões enviados pelo Governo Federal aos estados: “Estamos há um ano achatando a curva. Iam achatar a curva para quê? Para dar tempo dos hospitais se prepararem, com leitos, UTIs, respiradores. Eu dei dezenas de bilhões de reais, onde está esse dinheiro? Onde está esse dinheiro?. Eu diminuo o imposto federal do diesel e do gás de cozinha, o que muitos governadores fazem? Aumentam o ICMS. O que estão querendo com isso aí? Vê lá no Rio de Janeiro, o prefeito fechou tudo, até praia. A vitamina D é uma forma de evitar que o vírus atinja com gravidade. Onde você consegue a vitamina D? Tomando sol. É uma hipocrisia!”.

Nesta toada, ele voltou a rebater a Revista VEJA: “E mais uma vez aqui: Pelo amor de Deus, revista Veja, deixe de ser um veículo da mentira, da desinformação. Jamais adotaria o lock* no Brasil. E digo mais: o meu Exército não vai pra rua para cumprir decreto de governadores. Não vai. Se o povo começar a sair, entrar na desobediência civil, sair de casa, não adianta pedir o Exército. O Exército não vai. Nem por ordem do papa. Não vai”. 


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