quarta-feira, 31 de março de 2021

Eduardo Bolsonaro publica vídeo do presidente Bolsonaro mandando recado sobre 31 de março de 1964


O deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, compartilhou um vídeo do presidente, quando ainda era deputado, saudando o 31 de março em 2014, 50 anos após 1964.  No vídeo, Bolsonaro diz: “Estamos saudando 31 de março de 1964, data em que os militares salvaram o Brasil de uma cubanização. Militares das forças armadas de 1964, meus parabéns, meus cumprimentos, Brasil acima de tudo. Todo o povo na rua pediu que os militares assumissem. O Congresso, ouvindo o clamor popular, cassou João Goulart e elegeu Castelo Branco. O Brasil passou a ser uma grande potência”

O presidente defendeu um resgate do verdadeiro significado da data: “Lamentavelmente, nos últimos 12 anos do governo do PT, nós estamos na contramão da história do primeiro mundo. Essa data tem de ser resgatada, não podemos deixar nas mãos deste povo que usa as armas da democracia para golpeá-la. Não acreditamos nesta turma que conduz o Brasil para o abismo. 7 de setembro nos deu a independência. 31 de março nos deu a liberdade. Brasil acima de tudo”.

Nesta manhã, o novo ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, divulgou uma Ordem do Dia alusiva à data. Ouça a íntegra da nota:

MINISTÉRIO DA DEFESA

Ordem do Dia Alusiva ao 31 de março de 1964

Brasília, DF, 31 de março de 2021

Eventos ocorridos há 57 anos, assim como todo acontecimento histórico, só podem ser compreendidos a partir do contexto da época.

O século XX foi marcado por dois grandes conflitos bélicos mundiais e pela expansão de ideologias totalitárias, com importantes repercussões em todos os países.

Ao fim da Segunda Guerra Mundial, o mundo, contando com a significativa participação do Brasil, havia derrotado o nazi-fascismo. O mapa geopolítico internacional foi reconfigurado e novos vetores de força disputavam espaço e influência.

A Guerra Fria envolveu a América Latina, trazendo ao Brasil um cenário de inseguranças com grave instabilidade política, social e econômica. Havia ameaça real à paz e à democracia.

Os brasileiros perceberam a emergência e se movimentaram nas ruas, com amplo apoio da imprensa, de lideranças políticas, das igrejas, do segmento empresarial, de diversos setores da sociedade organizada e das Forças Armadas, interrompendo a escalada conflitiva, resultando no chamado movimento de 31 de março de 1964.

As Forças Armadas acabaram assumindo a responsabilidade de pacificar o País, enfrentando os desgastes para reorganizá-lo e garantir as liberdades democráticas que hoje desfrutamos.

Em 1979, a Lei da Anistia, aprovada pelo Congresso Nacional, consolidou um amplo pacto de pacificação a partir das convergências próprias da democracia. Foi uma transição sólida, enriquecida com a maturidade do aprendizado coletivo. O País multiplicou suas capacidades e mudou de estatura.

O cenário geopolítico atual apresenta novos desafios, como questões ambientais, ameaças cibernéticas, segurança alimentar e pandemias. As Forças Armadas estão presentes, na linha de frente, protegendo a população.

A Marinha, o Exército e a Força Aérea acompanham as mudanças, conscientes de sua missão constitucional de defender a Pátria, garantir os Poderes constitucionais, e seguros de que a harmonia e o equilíbrio entre esses Poderes preservarão a paz e a estabilidade em nosso País.

O movimento de 1964 é parte da trajetória histórica do Brasil. Assim devem ser compreendidos e celebrados os acontecimentos daquele 31 de março.

WALTER SOUZA BRAGA NETTO

Ministro de Estado da Defesa


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