segunda-feira, 29 de março de 2021

Paulo Guedes expõe ação emergencial de ‘economia de guerra’ de Bolsonaro e refuta deturpações


Em pronunciamento no Senado Federal, Paulo Guedes, ministro da economia do Governo Bolsonaro, aventou como o Brasil superou a “primeira guerra” contra a pandemia e está preparado para implementar ações emergenciais com vistas a combater a segunda onda e as novas cepas que emergiram em território nacional.

Guedes principiou: “Nós tivemos aquela primeira guerra contra a pandemia e estávamos encerrando aquela guerra no final do ano quando as mortes caíram para 200 por dia. A economia começou a voltar – e realmente tinha voltado –, tanto que nos primeiros dados deste ano, a economia já mostrava um certo vigor: arrecadação recorde nesse bimestre de 2021, recorde histórico, acima, inclusive, de 2020, quando a economia já estava também com resultados acima de 2019”.

Ele assestou, ademais, como o país havia iniciado sua recuperação econômica: “Há muitas contratações em dezembro, para festas de fim de ano, Natal; as vendas aumentam muito. Em janeiro, normalmente, você tem queda. E você teve a criação de 260 mil novos empregos. Então, é como se nós estivéssemos chegando ao fim da primeira grande guerra contra o vírus”.

Outrossim, Guedes expôs como o Governo Bolsonaro se adaptou e reagiu à nova realidade, constituindo o início de uma nova “grande guerra”: “Quando uma nova variante surge, mais agressiva e com maior velocidade de contágio, disparam novamente as mortes. Elas começam a subir ali no final de dezembro, início de janeiro. Havia até uma dúvida se isso era realmente uma segunda onda. Não se tinha ainda informação quanto a essa nova variante. A informação era só de que as mortes estavam subindo, principalmente localizadas, no início, em Manaus. Então, havia uma percepção de que pudesse ser um efeito da mudança, do enfraquecimento do distanciamento social. Havia uma hipótese – nós chegamos a comentar isso – de que talvez, pelo fato – primeiro houve as eleições, depois as festas de Natal, depois as comemorações de ano novo – de que as pessoas, talvez pelo cansaço, tivessem começado a celebrar e, enfraquecida essa resistência inicial que exigia o isolamento e o distanciamento social, isso fosse só um repique e nós, voltando aos cuidados, máscaras, distanciamento, etc., pudéssemos desacelerar o contágio. Não foi o que aconteceu. A doença recrudesceu e eu diria que nós começamos a segunda grande guerra. É como se tivéssemos iniciado uma nova grande guerra”.

O ministro da Economia salientou, ademais, como o Brasil está preparado: “O protocolo para essa crise nós temos, porque nós enfrentamos com sucesso a primeira grande guerra, porque realmente estava a doença acabando, a economia voltando e teríamos, então, superado o desafio, mas, na verdade, essa segunda grande guerra começa com muito mais mortes, com muito mais intensidade. O nosso protocolo era exatamente disparar as camadas de proteção. Para que isso acontecesse, se nós simplesmente saíssemos aprovando medidas sem uma consideração também com os efeitos econômicos, nós corríamos o risco de uma desorganização da economia. Os senhores imaginem se, além dessa grande pandemia que recrudesceu, nós estivéssemos com falta de abastecimento em supermercado, faltando comida, inflação subindo, disparando. A desorganização da economia seria um golpe de morte no País. Então, nós tínhamos que, naquele duplo compromisso – são crises gêmeas; economia e saúde andam juntas, as duas estão ali –, atacar os dois problemas ao mesmo tempo. Nós tínhamos que, por um lado, repetir o protocolo do ano passado, com as medidas que deram certo”.

Nesta toada, o ministro assinalou a responsabilidade da geração hodierna em não destruir a economia e “jogar a conta” para seus descendentes, permitindo que a economia brasileira prospere no futuro: “A boa notícia para todos nós brasileiros é que os sacrifícios que teriam que ser feitos, que qualquer democracia virtuosa praticaria, já foram feitos no ano passado, e foi exatamente o seguinte: não faltou dinheiro para a saúde ano passado, mas não houve aumento de salários nem ano passado nem este ano. Então, esse quiproquó, esse equilíbrio, essa seriedade da nossa geração de pagar pelas próprias guerras... Quer dizer, já que nós estamos em guerra, nós temos que pagar um pedaço dessa guerra. Por isso é que todos diziam que a dívida/PIB iria para 100% do PIB, e nós terminamos o ano com 89%, porque nós juntos fomos uma democracia virtuosa”.


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