segunda-feira, 29 de março de 2021

Senador petista recebe resposta contundente ao atacar Ernesto Araújo e Bolsonaro e dizer que Brasil virou ‘pária’


No decorrer de participação de Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores do Governo Bolsonaro, em debate no Congresso Nacional, o senador petista Jean Paul Prates recebeu uma resposta contundente após dizer que o Brasil se tornou um “pária internacional” e defender a gestão empreendida por Lula e Dilma no âmbito das relações internacionais.

O parlamentar petista declarou, ao pedir a saída de Ernesto: “Agora não só somos párias; como já se mencionou aí, somos considerados ameaça global em virtude do total descontrole da pandemia aqui no Brasil. Eu considero que V. Exa., infelizmente, chegou ao fim. Tem que realmente sair, porque é um elemento, diante de uma pandemia, que atrapalha o processo até pelas próprias atitudes que tomou até hoje e por declarações como essa, em plenos fóruns mundiais, que, no mínimo, despertaram nesses países caretas e expressões de espanto”.

O ministro, por sua vez, rebateu: “Muitas pessoas pronunciam isso e acham que estão contribuindo. Elas não estão contribuindo para solução nenhuma, a meu ver, porque o que é preciso é que os países se reúnam para fazer aquilo que podem fazer em conjunto, que façam individualmente aquilo que podem fazer individualmente e que os organismos internacionais contribuam para isso. Qual é a minha ideologia? Eu me considero um conservador. Conservadorismo é – não digo uma ideologia – um sistema de pensamento; também não é um sistema de pensamento, porque ele não é organizado. Justamente, o conservadorismo é um conjunto de ideias que evoluem, mas que tem a ver com a liberdade individual, que tem a ver com a ideia de que as coisas surgem e têm uma lógica que a gente precisa respeitar, e não procurar impor uma lógica às coisas, que os valores humanos são coisas profundas, que o ser humano tem uma dimensão espiritual e não apenas material e que a tentativa de impor soluções, aí sim, ideológicas a partir de um conhecimento apenas parcial da realidade é algo que destrói aspectos fundamentais do ser humano. Então, é isso”.

Ademais, Ernesto asseverou: “Eu acho fundamental discutir a questão das ideologias que estão por aí para a gente entender onde a gente se situa. Eu acho que existem, sim, forças totalitárias, forças que tendem a uma destruição da liberdade do ser humano e acho que o Brasil tem também a responsabilidade, assim como outros países democráticos, de fazer frente a isso e tentar trabalhar por um mundo de liberdade, construído a partir da liberdade – isso em todos os momentos, isso independentemente de qualquer situação de pandemia. Tenho dito também nos fóruns internacionais que a pandemia não pode ser um pretexto para a cassação das liberdades constitucionais, das liberdades básicas. Eu acho que esse é o sentimento de muitas pessoas”.

Nesta toada, ele complementou: “A ideia é que nós participamos do mundo a partir das nossas ideias, a partir dos nossos interesses, e não pegando ideias prontas na prateleira. Isso não é diplomacia, mas preguiça”.


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