domingo, 11 de abril de 2021

Bolsonaro aborda petição em que 3 milhões de brasileiros exigem impeachment de Moraes, do STF, e pressiona Barroso


O presidente Jair Bolsonaro rememorou, por meio de suas redes sociais, abaixo-assinado que pede o impeachment de Alexandre de Moraes, ministro do STF, ao abordar decisão do ministro Barroso que ordenou ao Senado Federal a instauração de uma CPI para investigar o governo federal. O chefe de Estado declarou: “A CPI que Barroso ordenou instaurar, de forma monocrática, na verdade, é para apurar apenas ações do governo federal. Não poderá investigar nenhum governador que porventura tenha desviado recursos federais do combate à pandemia”.

Neste contexto, Bolsonaro pressionou: “Barroso se omite ao não determinar ao Senado a instalação de processos de impeachment contra ministro do Supremo, mesmo a pedido de mais de 3 milhões de brasileiros. Falta-lhe coragem moral e sobra-lhe imprópria militância política. Presidente Jair Bolsonaro”.

Em entrevista concedida à CNN e a outros jornalistas na entrada do Palácio da Alvorada, o chefe de Estado declarou: “Tenho profundo respeito por quem trabalha na ponta da linha e pega no pesado na informação. Não paro aqui, não é por maldade com vocês, é para evitar distorções, só isso. E vivo em paz. Quanto menos eu falo com a imprensa, mais em paz eu fico. Eu e o Brasil. Temos decisões acontecendo, vocês sabem a minha opinião. O Brasil está sofrendo demais e o que menos precisamos é de conflito. Da minha parte, vocês sabem a minha posição. Respeito completamente a nossa Constituição, não tem um pingo fora das quatro linhas da mesma”.

Nesta esteira, ele lamentou que outras autoridades não se pautam pela Constituição Federal: “A população cada vez mais se conscientiza, se interessa por política, debate, discute…Agora: seria bom se todo mundo jogasse dentro das quatro linhas. Só isso. 

Todo dia é puxado. Sabia que ia ser difícil, não tão difícil como está sendo, mas… é uma missão e vamos cumpri-la”. 


O representante abordou, também, polêmicas no que tange ao orçamento e relatou conversa com Paulo Guedes, ministro da Economia: “Sobre orçamento, a gente conversa - vamos buscar uma solução. Está feito o orçamento. O que tiver de excesso, vamos buscar uma solução. Conversei com Paulo Guedes hoje. Vamos buscar uma solução. Não adianta começar a buscar responsável, criticar. Está feito o orçamento. Está melhorando, está vislumbrando algo, está abrindo o céu, a gente chega a uma solução”.

Outrossim, o chefe de Estado abordou decisão do STF no que concerne ao fechamento de igrejas durante a pandemia: “Sobre a decisão das igrejas? Qual é a minha opinião? Tem o art. 5º da Constituição. O que é esse artigo 5º, cláusulas pétreas: não pode ser modificado nada ali. Zero. As igrejas, quase diariamente eu vejo sui**. Existia, mas não com essa frequência. O que leva a isso? É depressão… Ele não consegue colocar o pão nosso de cada dia na mesa dele, tem vergonha de encarar os filhos. Geralmente, o cara, quando está numa situação depressiva, ele procura Deus. Vai à igreja e o templo está fechado. E lá dentro, com todas as medidas de afastamento, etc... A própria decisão do ministro Kássio era 25% da capacidade. Hoje fiz um evento de promoção de generais das 3 forças e tava 50%. Sem problema nenhum. 

Veja aqui: alguns vão me criticar porque eu estou sem máscara. Batem na mesma tecla o tempo todo. Você tem que dar chances para o ser humano se confortar, ter uma palavra de apoio”.


“Os que não tinham emprego formal. Eram os informais, os ‘invisíveis’. Estão sem ganho praticamente. Pergunto como eles estão vivendo, só Deus sabe. Temos um problema sério, que é o vírus, e outro problema, efeito colateral das medidas de ‘fecha tudo’, que é o desemprego. A falta de renda. Tínhamos quase 40 milhões de informais. Essas pessoas, para o IBGE, eram consideradas ‘empregadas’, porque não procuravam emprego. Agora, não tem ganho, procuraram emprego. Tínhamos 14 milhões de desempregados e agora tem 20 milhões. Estamos criando empregos formais mês a mês. Tem aumentado o desemprego por causa dessa metodologia do IBGE, que atendia ao governo da época. É um tipo, no meu entender, errado. Vou sofrer críticas do IBGE, mas podem mudar a metodologia. Só ver o número de carteiras assinadas mês a mês”.

No que tange ao auxílio emergencial, o chefe de Estado argumentou: “São 44 bilhões, esse teto foi dado por uma emenda à Constituição. Alguns reclamam que é pouco, falam para viver com isso. No meu tempo, em que era militar da ativa, ganhava-se pouco, qualquer importância equivalente aos R$250,00 de hoje era bem-vinda. Eu fazia bicos na época, não há demérito nenhum. Podia até dar aulas particulares, mas preferi não enveredar por isso por ter filhos pequenos em casa. Por que acontece isso aí? A política do ‘fique em casa, a economia a gente vê depois’. O que vem atrás disso? inflação, desemprego, depressão”.

O mandatário fez uma admoestação, ademais, no que tange à necessidade de preservar a confiança e a saúde mental da população: “Vamos supor dois irmãos gêmeos: um está apavorado e outro está encarando com a devida preocupação, mas não apavorado. [z9] Qual é a tendência de um se curar na frente ou um ir a óbito e outro não? Aquele que está apavorado está com o sistema imunológico mais fraco, o médico me confirmou. Tem de lutar. Tem nomes de possíveis medicamentos entrando na fase 3. Não vou citar o nome para o pessoal daqui não criar anticorpos contra ele. O Ministério da Saúde está trabalhando nisso. Vacina é para não pegar. Depois que pegar, não adianta a vacina, tem de partir para remédio. Estamos acompanhando, ultimando tudo que o Ministério da Saúde possa fazer para que os medicamentos cheguem para nós. No Brasil, tem gente fazendo política em cima disso”.

No que concerne a uma CPI para investigar a pandemia, ele declarou: “Fizeram uma CPI fake news para me atingir. Tem notícia de alguma outra CPI? Essa CPI é para investigar as ações do governo federal, por que não colocam estadual e municipal? Nós fizemos a nossa parte. O General Pazuello fez contratos para comprar vacinas desde o ano passado. Seria uma irresponsabilidade comprar e pagar antes de certificação da ANVISA. Não é questão de atraso. Se você lesse alguns contratos para a compra de vacinas, você não iria comprar. Eles não se responsabilizavam por efeitos colaterais”.

“Agora, nós compramos, tem um lote grande dos Estados Unidos que estamos fazendo contato para trazer para cá. Tirando países que fabricam, EUA, China, Índia, nós somos, tirando esses países, nós não fabricamos todo o ciclo da vacina, mas estamos em primeiro lugar. Estamos fazendo a nossa parte. Não posso comprar uma coisa que, primeiro, ainda não estava no mercado. Depois, a gente não sabia como iria funcionar. Se eu tivesse gato R$500 milhões para comprar as vacinas e a ANVISA não aprovasse, ia ter que jogar fora. E iam perguntar para mim sobre os R$500 milhões. Compramos depois da certificação da ANVISA, estamos fazendo a nossa parte”.

“Não há dúvidas de que há uma interferência do STF em todos os poderes. No Senado, tem pedido de impeachment de ministro do Supremo. Não estou entrando nessa briga, mas tem. Será que a decisão não tem que ser a mesma para colocar em pauta o pedido de impeachment de ministro do STF? As provas de que fizemos tudo certo, todo o possível, estão aí”.


Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...