quarta-feira, 14 de abril de 2021

Bolsonaro alerta: ‘o Brasil está no limite’, e sugere aos ‘amigos do STF’: ‘dá tempo de mudar ainda’


O presidente Jair Bolsonaro conversou longamente com cidadãos na saída do palácio da Alvorada esta manhã. Bolsonaro disse: 

“Desde o começo, a imprensa bate em mim. Aos poucos, a verdade vem aparecendo. Vejam aqui no Correio Braziliense: Brasil tem 125 milhões de pessoas que não sabem se vão se alimentar bem. Aí em baixo vem: famílias com renda mais baixa sofrem com alta dos alimentos. 

O que eu falei em março do ano passado? Aquela política de ‘fique em casa, a economia a gente vê depois’. Estão vendo. 

Quero saber se a imprensa agora vai culpar os verdadeiros responsáveis, ou vai continuar apoiando a política de lock***.

Dei um exemplo anteontem. Conversei com o coronel Mello Araújo, da CEAGESP. Ele falou que os produtores de tomate deixaram de produzir e estão jogando fora, porque não tem mais restaurante aberto, não tem mais quitanda aberta… 

Quando voltar a abrir, vão ter que plantar de novo e demora… vai ter escassez. O que acontece quando tem escassez? O preço sobre, vai ter inflação. Vão culpar quem?”.

O presidente alertou: 

“Olha, o Brasil está no limite. O pessoal fala que eu devo tomar uma providência. Eu estou aguardando o povo dar uma sinalização. Porque a fome, a miséria, o desemprego, está aí, só não vê quem não quer. Porque não está na rua. Eu sempre estive na rua. As últimas saídas minhas foram em várias comunidades aqui em Brasília. As pessoas que me autorizavam, eu entrava na casa, pedia para ver a geladeira... 

Este pessoal, amigos do Supremo Tribunal Federal: daqui a pouco vamos ter uma crise enorme aqui. Eu vi que um ministro baixou um processo lá para me julgar por geno Olha: quem fechou tudo, quem está com a política na mão não sou eu. Eu não quero brigar com ninguém, mas estamos na iminência de ter um problema sério no Brasil. O que vai nascer disso tudo? Onde vamos chegar? Parece que é um barril de pólvora que está aí. 

tem gente de paletó e gravata que não quer enxergar isso aí. Acha que a vida é o serviço dele em casa, ou home office. Paletozinho e gravata, dinheiro na conta no final do mês, sem problema nenhum, e o povo que se exploda. 

Eu não estou ameaçando ninguém, mas estou achando que brevemente teremos um problema sério no Brasil. Dá tempo de mudar ainda. É só usar menos a caneta e um pouco mais o coração”. 

O presidente também relatou que publicou um vídeo, em suas redes sociais, de uma vítima do MST no sul da Bahia. Bolsonaro disse: 

Hoje botei um vídeo de uma senhora do sul da Bahia. Estava lá num assentamento, nós estamos, ali, ultimando a titularização da terra. Daí, há poucos meses, teve um conflito, o pessoal do MST começou a destruir casas, bater, dar pancada… e nós mandamos a Força Nacional para lá. O que o ministro Fachin, do Supremo Tribunal Federal, fez? Atendendo a um pedido do governador Rui Costa, do PT. Mandou a Força se retirar de lá. O MST voltou para lá agora agredindo as pessoas. 

Esse Fachin, esse ministro, foi o mesmo que disse que a PM do RJ não poderia fazer operações em comunidades, e depois proibiu também que helicópteros da polícia sobrevoassem a região. 

Eu não vou complementar aqui, não. 

Então, o que está acontecendo? Teremos um problema sério no Brasil. 

E hoje, pessoal, recomendo a leitura… lógico, com um olhar crítico. O escritor José Dirceu com uma declaração sobre os erros do nosso governo. O deles foi uma maravilha. O que acontece? Ele está dando um recado para alguém. Não é para mim. Eu conheço a figura desde há muito. 

Bolsonaro lembrou alguns eventos históricos e falou sobre alguns colegas de parlamento. Ele lembrou: “eu cheguei na Câmara em 91, tinha acabado aí o regime militar. E lá, muita gente eleita na base do “lutei pela democracia”. Viviam em Cuba”. O presidente mencionou um livro escrito pelo ex-chefe da segurança de Fidel Castro e relatou: “Ele fala uma coisa importante. Vocês vão entender o que é doutrinação. Todo mundo que esteve em Cuba foi filmado ou fotografado. O que vocês acham disso?”. O presidente apontou que as pessoas filmadas dentro de seus quartos de hotel ficavam “nas mãos dos caras”. Bolsonaro disse: “Fica na mão dos caras, vai defender o regime cubano a vida toda. Vai defender a esquerdalha aqui no Brasil”.

O presidente também mencionou o livro escrito pelo ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica. Bolsonaro disse: “Tem um outro livro, do Pepe Mujica, ele fala o que foi feito para que a Venezuela entrasse no Mercosul. Um avião da Força Aérea foi lá no Uruguai, trouxe um homem do Pepe Mujica para cá... Quem escreveu foi um ex-presidente, não é uma terceira pessoa. Ela passa para esse enviado do Pepe Mujica filmes, fotografias e documentos, para que o Pepe Mujica convencesse o Uruguai a aceitar a entrada da Venezuela no Mercosul. Esse enviado do Pepe Mujica estava anotando as coisas. Dilma disse: “rasgue isso, essa reunião não existiu”. 

Bolsonaro desabafou: “A gente fala isso, começam a me atacar. É História, pô”. O presidente também lembrou que, em 2013, o Congresso “anulou” a sessão de 2 de abril de 1964. Bolsonaro disse: “Esse pessoal apagava fotos no passado.  O Congresso brasileiro apagou fatos. Por que o medo da verdade?”. O presidente lamentou: “Era mais fácil se acomodar, né? Eu respondi a mais de 20 processos de cassação. Igual agora, com essa CPI contra Covid. Alguma notícia de desvio da minha parte? 

O presidente apontou os autores do pedido da CPI e disse: “é palanque político”. O presidente prosseguiu: “eu não vou, não iria interferir. Mas o tal do Kajuru aí… ele e mais um do seu partido foi ao STF e o Barroso decidiu isso. Fiquei chateado. Por que investigar possíveis omissões e não quem desviou dinheiro na ponta da linha?”

Bolsonaro lembrou que a proposta de “achatar a curva” era do início da pandemia, para a preparação de hospitais, e apontou: “estamos há um ano achatando a curva aí”. O presidente descreveu a situação dos informais, que estão sem renda, e mostrou como seu governo lidou com o problema: “implementamos o maior projeto social do mundo”. O presidente acrescentou: “mandamos recursos. Fizeram hospitais de campanha maravilhosos. Em um dos hospitais do Rio de Janeiro, para a jardinagem foram 25 milhões de reais. Não são todos, foi a minoria, mas fizeram a festa. Tem mais de 100 operações da PF em cima desse pessoal”.

O presidente lembrou que reagiu à decisão do ministro Barroso questionando por que ele não determina que o Senado investigue seus colegas de Supremo. E que, em seguida, o senador Kajuru telefonou. O presidente lamentou: “Daí cria-se esse clima de animosidade. É uma interferência, sim, desse ministro para cima do Senado, pra me atingir. Agora, repito: a temperatura está subindo, a população em uma situação cada vez mais complicada”. 

O presidente apontou excessos de governadores e prefeitos, mencionando comércios fechados, restrições de direitos, até mesmo confisco de bens. E afirmou: “Deram poderes a prefeitos mais amplos do que eu poderia, junto com o parlamento, decretar, que é o estado de sítio. O art. 5º da Constituição deixou de existir para alguns governadores, alguns prefeitos. E isso não é viver numa democracia, numa situação de tranquilidade. Vai sobrar daqui a  pouco consequências desses atos arbitrários que alguns estão tomando por aí. Falar isso não é ofender… é mostrar a realidade”. O presidente acrescentou: “Alguns querem que eu tome uma providência já. O pessoal tem que tomar consciência do que está acontecendo”. Ao concluir, o presidente disse: “Só digo uma coisa: eu faço o que o povo quiser que eu faça”. 


Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...