sexta-feira, 16 de abril de 2021

Bolsonaro alerta sobre Venezuela e Argentina, importância das Forças Armadas e detona Doria, Haddad e Lula


O presidente Jair Bolsonaro conversou com cidadãos na saída do palácio da Alvorada esta manhã. Bolsonaro comentou a diferença de seu governo em comparação com os governos anteriores e ironizou: “Vocês viram dos lucros da Caixa Econômica? A Caixa Econômica, eu mostrei como era no governo do passado, de Lula e Dilma. Apesar de reduzirmos bastante os juros, o lucro quadruplicou. Era uma roubalheira, mas tem gente que está com saudade disso”.

O presidente perguntou: “Você não vê autoridades do Executivo conversando com o povo como eu, mas, no ano que vem, ano de eleições, vai ter. Pode ter certeza. Alguém quer o meu lugar aí? Estou passando a cadeira. Não estou reclamando não, tá? Se não fosse eu, estaria o poste [Haddad] no meu lugar. Seria lock* nacional. Estive com o Coronel Mello Araújo na CEAGESP e reclamaram que era mais um militar quando o coloquei lá. Lá, era caso de polícia. Roubalheira e todo tipo de besteira. Hoje, ele tem mais uma missão. Em aldeias indígenas próximas da capital. Os índios viviam de artesanato. Graças à figura que está lá em São Paulo, eles estão na miséria”.

O presidente prosseguiu: “Estamos levando lá vários caminhões com mantimentos para índios. O governador que deveria fazer isso, já que ele quer fechar. Estamos atendendo via CEAGESP pelo coronel Mello Araújo, que inclusive comandou a ROTA. Antes, quem empurrava carriinho pagava R$160,00 por mês. Tinha até Auto Escola para carrinho, R$1.000,00. As mulheres, para conseguirem box, tinham de pagar propina. Tudo documentado, com testemunhas, encaminhado à Polícia Federal. Tinha coleguinhas lá que ganhavam R$1 milhão por mês de propina e, agora, ficaram brabinhos. Agora, a CEAGESP passou a ser referência”.

Bolsonaro voltou a tratar do problema dos agricultores afetados pelas medidas restritivas: “Tive informações ontem: Muita gente que plantava hortaliças está deixando de plantar. Bares, restaurantes, comércio fechado. Não tem saída. Quando voltarem a plantar, vai demorar algum tempo para voltar à normalidade. Quem o patife vai culpar pela inflação? O povo, quando você fecha o comércio, vai gastar o dinheiro em outras áreas ou vai guardar. Esses produtos de primeira necessidade irão aumentar de preço”.

O presidente disse: “Amanhã, sairei de novo, verei a população, vou pedir para ver a geladeira. Em São Sebastião, visitei aquelas venezuelanas. Tem um país mais ao sul que está em um lock* terrível. Os problemas estão se agravando lá. Teve um cara que escreveu em um comentário que eu deveria cuidar do Brasil, que Argentina não é problema nosso. Perguntei ao pessoal de Roraima se a Venezuela é um problema nosso. O pessoal está vindo para cá. Se qualquer país tiver problemas aqui, o pessoal vai migrar para cá. É problema nosso, também. Esse cara quer que eu faça o quê? Que eu fale para não entrar? É difícil, eles estão fugindo”.

Bolsonaro explicou a situação dos venezuelanos forçados a migrarem: “O pessoal de classes média e alta saem no começo. Estão sofrendo os pobres. Eles vêm a pé. É fronteira seca, falam para fechar fronteira, não dá. Na Venezuela, não existem mais cães, gatos e cavalos. Comeram tudo. O pessoal não consegue enxergar, aqui no Brasil, que, se fosse o poste de presidente, teria fechado tudo. Usaria a situação para fins políticos”.

O presidente desabafou: “Quando voltar o consumo da banana novamente, o patife vai dizer que é culpa minha. Não vou falar quem é o patife. Procure no dicionário e verá que nem é tão pejorativa. Não é porque sou militar não. Eu dou graças a Deus pelas Forças Armadas. Nos momentos mais difíceis em que a população precisou delas, elas se apresentaram. Você vê na história toda isso acontecer. Sempre fica um fardo bastante pesado para a gente depois. Como ficou para os militares argentinos, chilenos. Excessos sempre existiram. Falando em excessos, veja os guardas espancando quem está empurrando um carrinho na rua. Antes, se o policial dava um cascudo em um vagabundo, toda a esquerda se levantava contra, fazia um escândalo. Agora, ficam quietinhos porque o que está acontecendo interessa para eles”.

O presidente criticou as narrativas da velha imprensa também em relação à cobertura da pandemia: “A TV Globo, a TV Funerária o William Bonner parece que ganhou na Mega Sena quando anuncia recorde de mortes. Tem que anunciar, mas não anunciam o número de pessoas salvas. Estão processando um ministro da Saúde nossa por causa do tratamento. Pedi insumos ao primeiro-ministro da Índia, me dou bem com ele. Ele mandou para cá”. O presidente brincou: “Tem remédio que mata verme, entendeu por que a esquerda é contra?”.

Bolsonaro relembrou: “O protocolo do Mandetta era ficar em casa até sentir falta de ar. Vai para o hospital para ser intubado? Por isso, a pressa para comprar respiradores. Parabéns ao Kajuru. Ele fez uma coisa brilhante. Não vou nem entrar no fato de ele ter me gravado, do caráter. Ele deu uma entrevista à CNN e falou que o CEO da Pfizer levou um chá de cadeira de 10 horas de mim. A própria matéria da CNN negou, não houve isso. Mas ele falou mais, que haviam oferecido vacinas para nós e não comprei. Que tinha um ex-ministro que confirmaria isso. Teve o Nelson Teich e o Pazuello. Sobra, por exclusão, o Mandetta, o candidato da Globo. O Mandetta diz para amigos dele, como o Kajuru, que eu poderia ter comprado e não comprei. É só ler o contrato. Não poderia ser processada no Brasil, não se responsabilizava por nada, eu ainda teria de pagar as custas. O Kajuru ajudou a comprovar de onde vêm essas mentiras”.

Dessa forma, o presidente concluiu: “Estou com a consciência tranquila, isso é muito importante. Para onde vou, raramente alguém se manifesta de forma agressiva”.


Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...