sábado, 17 de abril de 2021

Bolsonaro fala sobre agir dentro da Constituição e aponta: ‘quem vencer em 2022, indica dois para o Supremo’


O presidente Jair Bolsonaro parou para conversar com cidadãos na volta ao palácio da Alvorada, já à noite. Bolsonaro disse: “Eu peguei um país bastante complicado, ética, moral e economicamente falando. Muita coisa já resolvemos. Não dá pra resolver de uma hora para outra. Tem um pessoal que é imediatista, quer resolver agora, já. Não dá certo. Passamos uns 30 anos sofrendo uma lavagem cerebral, militância nas escolas, e temos hoje um pastor como ministro da Educação. Temos até um pastor reitor de universidade federal. Tem que escolher nas listas, quase sempre são todos ligados ao atraso, não dá nem para escolher o menos ruim. A gente vai mudando”.

O presidente apontou: “Quem vencer as eleições em 2022, no primeiro trimestre indica 2 para o Supremo. De acordo com quem for eleito, serão mais dois no Supremo. A gente vai buscar trazer as coisas à normalidade, dentro das 4 linhas da Constituição. Alguns jogam fora, né? A gente vai trazendo pra dentro. Não dá pra chegar aqui, dar um soco na mesa e resolver, não dá”. 

Questionado se sofrerá uma nova cirurgia, Bolsonaro confirmou que precisará sofrer mais uma cirurgia de hérnia abdominal, a ser realizada mais para o fim do ano. O presidente brincou: “tenho uma tela aqui na frente, tá saindo o bucho pelo lado”. O presidente também brincou: “lipoaspiração, pega mal, né? Botox?”. 

Bolsonaro conversou sobre as vacinas, apontando que o governo federal entrega as vacinas para os governadores, e os dados podem ser consultados nos sites do governo. O presidente disse: “estamos agora com algumas unidades do Exército também vacinando. Lá, chegou, toma na hora. E não tem vacina de ar, não”. Questionado se iria tomar a vacina, Bolsonaro disse: “tem muita gente apavorada, aí, esperando a vacina. Então deixa essas pessoas tomarem. No final, eu tomo. Acho essa atitude louvável. Mas vai ter quem vai criticar”. 

O presidente também voltou a agradecer, ironicamente, ao senador Kajuru, apontando que ele revelou que é o ex-ministro Mandetta que transmite à velha imprensa as narrativas de que Bolsonaro não teria comprado vacinas no ano passado. Bolsonaro disse: “quero, mais uma vez, agradecer aqui ao Kajuru. Tem uma coisa excepcional: ele me gravou, pra quê divulgar? Divulgou, eu falei: divulga aí a segunda conversa também. Não divulgou. Deu uma entrevista para a CNN dizendo que eu dei um chá de cadeira de 10 horas no presidente da Pfizer, a própria CNN desmentiu. E ele disse que um ex-ministro da Saúde iria confirmar.  Então, quem espalhava que eu não havia comprado vacinas no ano passado era o Mandetta. Só que, no ano passado, quando surgiu a possibilidade de comprar da Pfizer, a Anvisa não tinha aprovado ainda. E o contrato era abusivo, a empresa não assumia responsabilidade. Como fica?”. O presidente brincou: “Se não der certo, vou ter que vender meu estoque de leite condensado para pagar a dívida”.

O presidente explicou por que o auxílio emergencial não pode ser permanente, já que demanda endividamento por parte do governo. Bolsonaro disse: “nós fizemos o maior projeto social do mundo, o auxílio emergencial. No início, foram 68 milhões de pessoas que recebiam 600 reais, alguns 1200. Um custo de 50 bilhões, não dá pra gente manter para sempre. Aos que me criticam e dizem que eu podia continuar, eu sugiro que façam a mesma coisa: vá ao banco, pegue um empréstimo e doe”. 


O presidente lembrou: “os deputados e senadores são invioláveis por suas opiniões, palavras e votos. Eles podem votar qualquer coisa. Agora, se eu vetar ou sancionar, estou incurso em crime de responsabilidade. E, se volta para lá, eles, que votaram sim ao projeto, vão me cassar”.

O presidente relatou sua visita, na semana passada, a uma comunidade no Distrito Federal: “tinha umas 20 venezuelanas. Lá nesse bairro tem uns mil venezuelanos. Vou fazer uma pergunta: como essas meninas sobrevivem aqui no Brasil? A gente não quer isso para as filhas. A Venezuela foi um país riquíssimo. Com o petróleo caro, distribuíam coisas para as pessoas. Quando o preço caiu, para se manter no poder, teve que apelar para medidas de força. Cooptaram as forças armadas, cooptaram alguns empresários, e está posto o regime de Maduro”. O presidente apontou ainda que, quando compartilhou uma matéria de um jornal argentino, foi criticado por um internauta que disse que “a Argentina não é problema nosso”. Bolsonaro disse: “Pergunta em Roraima se a Venezuela é problema nosso. Daqui a pouco, podemos ter que perguntar aos gaúchos se a Argentina é problema nosso”. 


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