sábado, 22 de maio de 2021

Alexandre Garcia e senador Lasier denunciam ‘ápice do absurdo’ de ministros do STF: Moraes, Toffoli e Lewandowski


Em transmissão ao vivo, o senador Lasier Martins e o jornalista Alexandre Garcia realizaram uma exposição abordando a escalada de abusos perpetrados por ministros do STF, desde a proteção de Dilma Rousseff, por ocasião de seu impeachment - com a colaboração de Renan Calheiros -, ao inquérito “Fake News”, também conhecido como “Inquérito do Fim do Mundo”, protagonizado por Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

Alexandre Garcia advertiu que a Constituição está sendo violada pelos próprios ministros do STF, o que traz graves consequências para o país: “Se enfraquecermos a Constituição, é o direito do calibre mais grosso, a lei da selva. Estou muito preocupado. Começou no impeachment da Dilma Rousseff. A Constituição prevê que o presidente condenado ficará inelegível por 8 anos. E cortaram o ‘inelegível por 8 anos’. Fizeram o fatiamento, foi a dupla Renan Calheiros e Ricardo Lewandowski, ministro do STF. Fazendo uma emenda à Constituição ad hoc”.

Lasier, por sua vez, foi enfático ao abordar como ministros do STF cometem excessos reiteradamente: “É totalmente vedado, impossível. Exatamente os ministros do STF têm a função fundamental de serem defensores e guardiões da Constituição Federal. E foi atropelada pelo presidente do Supremo. Aliás, Lewandowski fez novo atropelamento contra a Lava Jato ao dizer que a operação prejudicou a economia (...) Sobre o Supremo Tribunal Federal (...) Nesses últimos anos, tem havido um desmoronamento de conceito ético”.

Garcia, por seu turno, salientou a degeneração dos princípios processuais mais basilares: “O Ministério Público fica de fora do inquérito ‘Fake News’. Manda prender sem Ministério Público. Como vão ensinar Direito na faculdade, mostrando o exemplo do STF: a vítima, o alegado ofendido, instaura o inquérito, faz o inquérito, faz a denúncia, pune, é o carcereiro, é tudo”.

Neste contexto, o senador acrescentou: “Isso vai ficar na História. Toffoli, na época o presidente do STF, instaura o inquérito e chama Moraes para comandar. Toffoli se torna o criador do inquérito, investigador, julgador e, ao mesmo tempo, vítima. Sem participação do Ministério Público e é interminável, sem prazo. Agora, em abril, completou 2 anos. É o ápice do absurdo”.

Garcia e Lasier abordaram, outrossim, a ofensiva contra a Operação Lava Jato, os ataques contra o Governo Bolsonaro e o depoimento do General Pazuello, além da parcialidade da velha imprensa, o voto impresso auditável, a possível candidatura de Lula, entre outros. 


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