sábado, 29 de maio de 2021

Bolsonaro ironiza vexame de comício em favor de Lula e alerta para 'independência' na Amazônia


Ao retornar do Amazonas, na chegada ao palácio da Alvorada, o presidente conversou com cidadãos que o aguardavam, e falou sobre a Amazônia, a questão energética, e a disputa política com vistas à eleição de 2022. 

O presidente perguntou se os cidadãos estavam sabendo sobre sua viagem e disse: “Fui a três comunidades indígenas, duas querem fazer na sua propriedade o que o fazendeiro faz ao lado, uma não quer. Obviamente, quem sabe fazer a leitura, né? O que acontece ali é influência de Conselho Indigenista Missionário, ONGs… Não tem ONG no interiorzão do Nordeste, não. Na Amazônia tem bastante. Sobrevoei lá os 6 lagos, a área mais rica do mundo. Mas quem me antecedeu no governo demarcou aquilo, parque ambiental, não sei o quê… fica uma coisa que é quase impossível fazer alguma coisa lá. 

Não começou comigo, começaram lá com os Parecis, agora estão os Paiquiris e os Caiapós também plantando. Estamos fazendo de tudo para que os índios realmente produzam, e eles cada vez mais querem produzir. E são discriminados, sabe por quem? Pelo europeu, que não compra o produto deles. Então, enquanto a nossa população não entender, realmente, como é esse jogo… ficam dando pancada em mim, como se eu estivesse fazendo algo de ruim para o Brasil. Nossa independência está lá. Mas não é assim. É a mesma coisa que pegar uma casa toda suja, e querem que eu entre e em 10 minutos entregue limpa.

Lá, nós temos uma tabela periódica embaixo da terra. A região dos seis lagos seria a região mais promissora em nióbio, mais do que Araxá, mais do que Catalão. Devo visitar brevemente a Universidade de Caxias, RS, eles estão bastante avançados na separação do grafeno do grafite. Será possível produzir a superbateria - toma um café, quando volta o carro já tem autonomia para mais 5 horas . Está quase saindo da prancheta. Então nós temos isso. Imagine uma OPEP de concentrado nessa área de carro movido a energia. Se bem que estamos vivendo uma das maiores crises energéticas desse país, crise hidrológica, não chove. Mas, se você associar a superbateria a uma cobertura de placas fotovoltaicas na sua casa, você não vai mais gastar combustíveis fósseis para andar por aí. Um tempo atrás, queriam tabelar a energia da sua casa produzida por energia solar. Conseguimos segurar, mas não foi do parlamento não. Foi da Aneel. 

Quando isso começa a crescer, aqueles que estão na transmissão de energia, por exemplo, eles veem uma concorrência, eles querem taxar o que você faz na sua casa, na tua fazenda. Enquanto eu for presidente, não vai ser taxado. A não ser que o Parlamento queira taxar. Mas o parlamento tá fechado com a gente nessa questão. São grupos, né? de interesses pessoais, particulares”.

O presidente também tratou do preço dos combustíveis, apontando os muitos elementos na composição do preço e mostrando a dificuldade do governo federal de agir de forma efetiva para reduzir o preço final. Bolsonaro disse: “se eu conseguir regulamentar uma emenda de 2001 que fala que o ICMS tem que ter um valor fixo no Brasil todo, você vai chegar no posto e você vai ver lá a discriminação, cada fatia do combustível, para onde vai. Você vai ver, por exemplo: está lá o lucro das transportadoras. Por que o monopólio das transportadoras? Por que é tão caro? Por que você não pode também ter uma empresa e transportar combustível? Tem o monopólio. Tem que quebrar o monopólio. Você conseguindo mostrar onde está o problema… você desenrola”. 

Bolsonaro mencionou a questão dos impostos estaduais, apontando que, além de variáveis, eles incidem sobre vários valores e também sobre outros impostos. O presidente disse: “O que acontece? Quando sobe um pouquinho aqui, sobe na bomba. Quando abaixa aqui, não abaixa na bomba, porque eles não querem perder a arrecadação. E, no fim das contas, quem que é responsabilizado?”. O presidente lembrou que reduziu os impostos federais e os governadores aumentaram o ICMS. Ele disse: “Eu tiro de um lado, os caras botam do outro”.

O presidente também falou sobre a atuação da Petrobras. Bolsonaro disse: “Eu troquei o comando da Petrobras. No começo foi um escândalo. É o general que estava lá na Itaipu binacional. Ele, então foi para lá, o então presidente levou quase dois meses para sair, porque tem conselho que vota… E ele está lá ultimando estudos com o conselho novo, para ter previsibilidade no aumento de combustíveis. Não é interferência, é ter previsibilidade.

Agora, tem muita coisa ali que chega pra gente, a gente manda apurar… algumas coisas são verdadeiras, outras são meias verdades. Que, realmente, muita gente ganha dinheiro em combustíveis, em cima de vocês. Pouca gente ganha muito em cima de vocês. Tem uma fórmula automática lá, que varia de acordo com o preço do petróleo lá fora e o valor do dólar aqui dentro. Eu falei: se é para calcular dessa maneira, pode botar qualquer um na Petrobras, se é só seguir a fórmula, se alguém souber somar e subtrair…”

O presidente lamentou a baixa qualidade da educação no País e apontou: “sem conhecimento, não tem como ir para a frente. A massa de pessoas desinformadas vem dos governos de esquerda. Interessa o cara ter um cartão na mão, algo assistencial, e o título de eleitor do outro lado. Se bem que o título de eleitor, também… tem que aprovar o voto auditável. O pessoal fala: reclama quem perdeu, e eu reclamo? Eu acho que eu ganhei porque eu tive MUITO voto, não teria sido eleito, não”.

Bolsonaro ironizou a campanha do ex-presidente Lula. O presidente disse: “Vi um vídeo, acho que é de ontem, de um cara esquisito aí, num comício que tinha 50 pessoas. Então, tá sobrando muita grana pro Datafolha, e pouco seguidor do cara. Eles agora, tinham poucos com bandeira vermelha. São malandros. Tinha até um cara com bandeira do Brasil. Se perguntar para aquele energúmeno, de que país é essa bandeira aí? Ele não sabe. Se o cara voltar, né? No meu entender, só volta na fraude. Imagine quem será o ministro da Educação. Volta o Haddad?”. Bolsonaro disse: “João 8:32 derrotou esse cara em 2018. A primeira dose foi em 18, a segunda dose vai ser em 22”. 

O presidente voltou a falar da Amazônia e dos índios. Ele disse: “Vou botar imagens do que eu falei pros índios, agora, segunda-feira, porque eu estou mandando fazer a legendagem em inglês. Você olha pra cara do índio, não vejo como conseguem roubar essas pessoas. Explorar. Os balaios, que estive lá com eles, perguntei: tem ouro aqui? unanimidade. Diamante? Unanimidade. Agora, são uns pobres coitados, seres humanos iguaizinhos a nós que vivem numa situação bastante complicada”.

Bolsonaro explicou: “Quando começou-se a descobrir o potencial da região amazônica, veio o que eu chamo de indústria das demarcações de terra indígena. E a Amazônia é enorme.  Visitei três municípios lá. Somando a área dos três municípios, é maior do que a área de todo o estado de São Paulo. E lá não pega fogo. A Amazônia não pega fogo. Pega na periferia, no entorno. Agora, o tempo todo o pessoal…  por que que batem na gente? Não vou adjetivar essas pessoas por falta de conhecimento, predispostos a me criticar, né? Como vai apagar fogo em uma área desse tamanho? A nossa Amazônia, a área dela é maior do que toda a Europa ocidental. Só a reserva ianomâmi que eu estive hoje lá, a área dela é duas vezes o tamanho do estado do Rio de Janeiro”.

O presidente falou ainda sobre sua ação no Supremo Tribunal Federal contra os excessos de governadores e prefeitos. Bolsonaro disse: “Mais uma vez entrei com uma ação no Supremo para dar a vocês o direito sagrado de ir e vir e ao trabalho. Não sei qual vai ser o resultado. Se bem que o Marco Aurélio já debochou da ação. Um ministro não pode pré-julgar nada. Não sei por que um ministro agir dessa maneira. Agora, quem segurou o salário dele foi a economia, que nós conseguimos manter”. O presidente disse ainda: “Continuam alguns estados com essa questão de toque de recolher, fechar comércio… Parece até que as UTIs no passado estavam sobrando, né?”.


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