segunda-feira, 17 de maio de 2021

Magno Malta aponta plano para incriminar Bolsonaro e rebate senador Renan Calheiros sobre CPI


O ex-senador Magno Malta participou de live com a deputada Carla Zambelli, quando comentou a CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do circo”. Magno Malta apontou que, devido a exageros na condução de oitivas pelo relator, Renan Calheiros, as testemunhas estão intimidadas e tendo seus direitos violados. Para Magno Malta, o direito de ficar em silêncio deveria ser respeitado. Malta disse: “Há um direito constitucional de não fazer provas contra si, de ficar em silêncio, ficar calado em qualquer situação. Ele pode invocar esse direito constitucional e não precisa nem de habeas corpus. Ir ao STF é chover no molhado, pedir uma coisa que ele já tem. O cidadão não é obrigado a falar. Quando o Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação de Bolsonaro, foi à CPI, ocorreu algo gravíssimo. Ele tem o direito de não falar”.

Malta considerou absurdo o pedido feito por Calheiros para prender o ex-secretário Fábio Wajngarten. O ex-senador disse: “Você dar voz de prisão para um cidadão: a única chance é quando ele mente na CPI. Ele não mentiu em nenhum momento. O problema é que o relator queria mentorear para ele falar o que eles queriam ouvir. Apresentaram como uma montanha, mas a montanha pariu um rato. Apresentaram como quem iria derrubar o governo”.

Magno Malta considerou que a estratégia de Renan Calheiros voltou-se contra ele: “Se você não tem prova material para confrontar, você não pode ter a esperança de que ele vai para lá para se incriminar. Não sei se combinaram mal, mas a emenda saiu pior que o soneto. O Renan ficou desmoralizado. Aziz não deu voz de prisão porque ele sabia que não tinha competência, nem lei. Não está na Constituição o que queriam fazer com o rapaz”.

O ex-senador Magno Malta opinou: “A CPI pode, sim, convocar o diretor da Polícia Federal. Ele é servidor público (...). Esse comportamento agressivo de tentar fazer o depoente falar o que você quer está errado. O problema com essa CPI é que ela começou fugindo do fato. O fato é desvio de dinheiro público. Focaram fora do fato, focaram em Jair Bolsonaro. O fato é o dinheiro federal que foi para municípios e estados a mando do STF. Quem tornou Bolsonaro rainha da Inglaterra? O STF. Esse é o foco da investigação, não pegar rodapé para tentar incriminar o presidente (...) O relator está com opinião pré-concebida. O presidente da CPI, Omar Aziz, fala como se o relatório já estivesse pronto. Isso cria ilegalidades”.

Veja trechos da participação de Magno Malta na live com a deputada Carla Zambelli.


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