quarta-feira, 26 de maio de 2021

Senador Marcos Rogério aponta plano de Randolfe Rodrigues ao convocar Bolsonaro em CPI e mostra como narrativa ‘caiu por terra’


Em entrevista coletiva, os senadores Jorginho Mello e Marcos Rogério revelaram o que foi discutido na sessão secreta realizada pelos membros da CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”. Segundo o senador Jorginho, os membros da comissão teriam chegado a um acordo para convidar especialistas pró e contra tratamento da doença, e, com relação aos governadores, teriam estabelecido uma “linha de corte”, convidando apenas os governadores que já foram alvo de operações da Polícia Federal. 

O senador Marcos Rogério afirmou que houve “um passo adiante”, diminuindo a seletividade que vinha sendo observada na CPI, que focava apenas no governo federal e ignorava os desvios de recursos enviados pela União.  O parlamentar hachurou: “Até então, havia esse foco total na CPI. Havia manifestações de senadores da oposição dizendo que a CPI não chegaria a estados e municípios. Hoje, essa narrativa caiu por terra. O critério são as operações da Polícia Federal. Tivemos 51 operações da PF até outubro do ano passado em pelo menos 18 estados diferentes”.

Neste contexto, o parlamentar elucidou o plano de Randolfe Rodrigues ao apresentar requerimento para convocar o presidente Jair Bolsonaro para a CPI: “Essa tentativa do senador foi uma tentativa de blindagem dos governadores. O argumento dele na CPI foi para proteger os governadores. Ele não queria a convocação dos governadores e disse: ‘Se é para convocar os governadores, vamos convocar o presidente’. Com relação ao presidente, é possível apresentar pedido de processo de impedimento. Em CPI, isso não é possível. Seria uma violação gravíssima à separação de poderes. Uma ofensa grave ocorre quando alguém ousa requerer a presença do presidente da República no âmbito de uma CPI. Há outros instrumentos”.

Nesta esteira, o senador Marcos Rogério aventou: “O objeto da CPI foi bem desenhado nos dois requerimentos. O que observamos é que alguns requerimentos extrapolam. A CPI apura ações, omissões e eventuais fraudes em relação à gestão dos recursos da pandemia. Qualquer coisa fora disso é forçação de barra, é teatro, é cortina de fumaça para tentar blindar a investigação de quem está fazendo a gestão de recursos federais”.


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