domingo, 20 de junho de 2021

AGORA: Wilson Witzel ‘foge’ e sai da CPI após senador Girão pressionar sobre corrupção


No decorrer de questionamento do senador Eduardo Girão durante sessão da CPI da Pandemia, o ex-governador Wilson Witzel saiu do local e não respondeu a questionamentos no que concerne a investigações de corrupção no governo do Rio de Janeiro.

O parlamentar encetou: “Tivemos um episódio triste que mostra a cara verdadeira dessa CPI. Senador Flávio… eu tenho essas críticas públicas com relação a seu pai. Mas o que está acontecendo aqui é algo politiqueiro. Pararam reformas importantes do país, como reforma tributária, reforma administrativa, pra gente socorrer, dar as mãos para as pessoas, para antecipar o calendário político visando sangrar o governo atual, que eu critico - não tenho um cargo -…mas eu reconheço que foi eleito democraticamente. Já estamos indo para o último ano do governo e não aceitaram ainda. A gente precisa aceitar!”.

No ensejo, Girão asseverou: “O único país do mundo que está fazendo CPI é o nosso. Será que querem investigar os bilhões enviados para estados e municípios? Antes de ele entrar para a CPI, tivemos um fato emblemático, e a população está vendo o que aconteceu aqui. Não convocaram o Consórcio Nordeste. E olhe que nós temos 82% desta CPI de senadores do Norte e Nordeste. É por acaso?”.

Outrossim, o congressista ressaltou: “O fato é que eu vou insistir, quero buscar a verdade. O governador Wilson Witzel é de um estado que tem protagonizado, é um símbolo da corrupção na pandemia. Assim como o Consórcio Nordeste para a nossa região. São sucessivos escândalos de corrupção e a gente tem de buscar a verdade. O senhor tem um roteiro de vida incomum: foi militar, depois juiz de direito federal. Em seguida, o senhor foi eleito governador com o discurso de, entre outros, combate à violência e corrupção. Seu governo se viu diante de investigações sobre suspeita de superfaturamento na compra de respiradores, fraudes em contratos, licitações, entre outras apurações”.

Quando o senador Eduardo Girão formulava sua pergunta sobre o superfaturamento de respiradores, problemas com licitações e outras denúncias de corrupção em seu governo, Witzel comunicou que se retiraria da sessão, amparado pelo habeas corpus que recebeu do Supremo Tribunal Federal. 

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