segunda-feira, 28 de junho de 2021

Bolsonaro se emociona e chora durante pronunciamento, é intensamente aplaudido e aponta ‘aparelhamento’ petista


Em pronunciamento para empresários em Santa Catarina, o presidente Jair Bolsonaro emocionou-se e chorou ao relatar sua trajetória e o fato de que, conforme vídeo registrado em 2014, afirmou que poderia perder a sua vida no decurso de sua luta em prol do Brasil.

O chefe de Estado asseverou: “Tem um vídeo meu de novembro de 2014 na AMAN - Academia Militar das Agulhas Negras -, eu falei para os aspirantes que ia tentar mudar o Brasil. Que seria candidato em 2018. E que talvez perdesse a minha vida ao longo dessa trajetória”. 

Neste contexto, o presidente fez uma explanação a respeito das dificuldades enfrentadas no processo: “Para você fazer uma campanha desse nível...não acreditavam em mim, eu não tinha partido definido. Se tivesse, seria pequeno, como foi. Sem televisão, sem recursos. Eu tinha de ter uma estratégia. E a estratégia era fazer o que fiz ao longo de 24 anos dentro da Câmara. Ter um lema: a verdade acima de tudo. Muitos diziam que, com verdade, eu não lograria êxito. Muitos eleitores preferem candidatos de palavras doces e mentirosas em vez de palavras verdadeiras”.

Outrossim, Bolsonaro assestou o grave aparelhamento das instituições do Estado: “Eu vi, também, como o Estado era aparelhado. Já vi ministro responder: não adianta procurar o presidente, quem me botou aqui foi o tal partido, eu não vou sair daqui, o presidente não quer perder os votos do meu partido. Eu sabia como funcionava a República. Cada partido tinha um naco do governo: ministérios, bancos, estatais”.

O mandatário salientou, também, sua ênfase no resgate dos valores: “Falar de Deus, até pouco tempo, era palavrão no Brasil. Pegar uma bandeira verde e amarela passou a ser quase crime. Defender a família também passou a ser um tabu”. 

Ademais, Bolsonaro revelou como organizou sua campanha com Onyx Lorenzoni e como conheceu o ministro Tarcísio Gomes de Freitas: “Ele é uma pessoa que poderia ganhar R$100 mil, R$200 mil em uma empreiteira por aí, mas está conosco. Eu perguntei a ele por que ele não sai, a barra é pesada, os problemas são muitos. Ele respondeu que a satisfação dele é servir ao Brasil, terminar o mandato comigo, que tem prazer no que faz”.

No ensejo, o presidente abordou sua relação com os presidentes da Câmara e do Senado, bem como suas perspectivas para o futuro do país: “O Brasil é enorme. A quantidade de ministérios precisa ser em função das necessidades do país, não para comportar colegas atrás de apoio partidário. A minha experiência tem mostrado que o Parlamento tem amadurecido, também. Não somos 3 poderes, somos 2 poderes. O Executivo e o Legislativo trabalham em harmonia. Para tudo que tenho de fazer, dependo do Parlamento. E eles, para quase tudo, dependem do Executivo. Melhorou muito a interação com o Senado e a Câmara. Tenho o prazer de dizer que tenho liberdade total e apoio de Arthur Lira na Câmara e de Rodrigo Pacheco no Senado”.


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