quarta-feira, 30 de junho de 2021

Senador Marcos Rogério aponta baixaria contra Wizard na CPI e reage a ‘inversão de papéis': ‘Homenagem a bandidos e criminalização de cidadãos’


Em coletiva de imprensa por ocasião do depoimento do empresário Carlos Wizard Martins à CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”, o senador Marcos Rogério criticou as atitudes dos colegas de CPI, que protagonizaram hoje alguns dos episódios mais baixos da CPI até o momento. 

O senador rebateu a narrativa que vem sendo empurrada pelo comando da CPI, dizendo: “Toda suspeita deve ser apurada e investigada. Em uma CPI, você tem que ter compromisso com um fato: a busca das evidências, das provas, sem blindagem. Esteja onde estiver a suspeita (...). No Governo Bolsonaro, houve pagamento no caso da Covaxin? Não, não houve. Porque o Governo Federal agiu com cautela. Não colocou dinheiro público para contratar sem receber. Primeiro, recebe. Depois, paga. Assim é no Governo Federal. Como é no Consórcio Nordeste? Primeiro, paga adiantado para uma empresa de fachada, não recebe e está tudo certo. Quem está preso pelo que aconteceu no Consórcio Nordeste? Por que a CPI não quer ouvir? Quem tem compromisso de proteger bandidos aqui é quem quer evitar a vinda de Carlos Gabas à CPI”

Marcos Rogério apontou: “Se quiserem fazer circo, como estão fazendo aqui, em um jogo pré-eleitoral para 2022, aí é a CPI da Palhaçada, da Patifaria, do ‘faz de conta’, não contem comigo nisso (...). Sobre Carlos Wizard, o presidente da CPI deveria iniciar seu discurso pedindo perdão ao empresário. Tentam criminalizar alguém que se colocou como voluntário para ajudar o Brasil”.

O senador avaliou o andamento da Comissão: “A CPI virou um palco de homenagens a bandidos, de ataque a reputações, de blindagem à investigação da corrupção. É a inversão total dos papéis. Quem deveria ser homenageado é acusado. Quem deveria estar preso é tratado como honesto, paladino da moralidade, defensor do interesse público. Que Brasil é esse? A que ponto chegamos?”.

O senador Marcos Rogério prosseguiu: “A CPI se transformou em um espaço de ataques pessoais, brigas regionais, abuso de autoridade, constrangimento ilegal, promoção de quem tem histórico lamentável. Quem deveria estar sendo acusado é aplaudido. Quem deveria ser aplaudido é atacado”. 

Marcos Rogério criticou, em especial, o tratamento dado ao empresário Carlos Wizard na sessão de hoje: “Será que aqueles que atacam Carlos Wizard fizeram 1% do que ele fez? Será que fizeram algo para melhorar a vida das pessoas? É um dia triste para o Senado Federal. A CPI deveria pedir desculpas a esse empresário pelo constrangimento, pela descortesia que ele está sofrendo aqui (...). Nesse governo, ninguém quer jogar nada para debaixo do tapete, diferentemente dos anteriores. Tolerância zero com a corrupção. Identificando, apure-se. Puna-se”.


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