quinta-feira, 10 de junho de 2021

Senador Marcos Rogério escancara contradição do STF em decisão sobre CPI e alerta para precedente


O senador Marcos Rogério, durante sessão da CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça”, e “Tribunal de Renan Calheiros”, questionou os critérios do Supremo Tribunal Federal para interferir nos trabalhos do Senado. O senador apontou que o ex-ministro da Saúde, General Eduardo Pazuello, não foi contemplado com o direito de não comparecer, mas o governador do estado do Amazonas sim, evidenciando o tratamento diferente dispensado aos dois agentes. 

O senador apontou ainda a diferença entre as atitudes dos membros do governo federal e do governador: “quando nós partimos para o campo da investigação contra a corrupção, temos uma decisão que nos impede de avançar nessa direção. É de se lamentar. Pela primeira vez na História, temos um governo federal que quer a investigação. Não se opõe à investigação dos seus quadros. Quer tudo às claras”. O senador acrescentou: “Todos vieram, todos compareceram. Mesmo tendo direito de permanecer em silêncio, falaram. Agora, um governador que é acusado por crimes gravíssimos…”

O senador Marcos Rogério apontou ainda o risco da decisão da ministra Rosa Weber criar um precedente para que os outros governadores também não compareçam. Ele questionou: “o que essa CPI vai fazer? Nós vamos trabalhar com os temas quentes da CPI: clo***, carta da Pfizer, gabinete paralelo, Copa América, passeios de moto do presidente. Porque se não pudermos investigar o que foi feito com os recursos federais, se não pudermos fazer a apuração da corrupção, os temas serão esses”. O senador foi interrompido pela oposição, e o presidente da CPI afirmou que ele já tinha utilizado todo o seu tempo e não falaria mais hoje. 


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