quarta-feira, 23 de junho de 2021

Senadores Jorginho, Marcos Rogério e Girão se unem para denunciar CPI: ‘Tratoramento, blindagem’


Em coletiva de imprensa, os senadores Marcos Rogério, Eduardo Girão e Jorginho Mello uniram-se para denunciar “blindagem” e “tratoramento” na CPI da Pandemia. Os parlamentares criticaram a condução da cúpula da CPI e do “G7”, mormente as ações de Omar Aziz, Randolfe Rodrigues e Renan Calheiros.

O senador Jorginho Mello denunciou: “A CPI, infelizmente, constrói uma narrativa que interessa só à oposição. Por exemplo, se falava em atraso na vacina. Agora, quando se antecipa a vacina, eles arrumam outra narrativa. Requerimentos postergados com a preocupação de trazer pessoas que têm de falar verdades que o Brasil está precisando. Sobre o ex-governador Witzel, entendo que condenado não pode escolher onde vai ser ouvido. A gente não pode ir ao Rio de Janeiro para gastar mais dinheiro público ainda para ouvir narrativas de alguém que não tem mais o que explicar, a não ser para a Justiça, pelos erros que fez. Nossos requerimentos sempre são postergados. Eles atacam em bloco para confundir. Queremos trazer pessoas que precisam prestar esclarecimentos, como a compra do Consórcio Nordeste. Foram R$48 milhões jogados fora.  Em Santa Catarina, foi enviado dinheiro para casa de massag*”.

O senador Eduardo Girão, por sua vez, asseverou: “Está mais claro que a luz do Sol. A blindagem explícita desta CPI à corrupção. Hoje, o símbolo nacional da corrupção é o Consórcio Nordeste. Foram chamar um senador que nunca tinha votado na CPI só para votar contra. O Consórcio Nordeste está na boca do povo. Se esta CPI não chamar alguém, semana que vem, em relação a isso, mostra uma blindagem completa, escancarada da corrupção. Temos 2 meses de trabalho - o que foi visto até agora? Ações e omissões do governo federal, apenas. Tem um requerimento, a maioria dos senadores assinou para investigar bilhões enviados para estados e municípios, isso não pode ser ignorado. Isso é um tratoramento. isso é algo absurdo que está sendo feito aqui. A CPI precisa olhar, também, para o rastro de corrupção, porque o povo brasileiro não tolera mais a impunidade”.


Marcos Rogério, por seu turno, salientou: “Queremos investigar tudo e em profundidade. Queremos a busca da verdade, esteja ela onde estiver. Sobre a contratação das vacinas, há uma narrativa, que vem sendo repetida desde o início, de que houve omissão, demora para contratar, mas o fato é que as vacinas foram contratadas e estão chegando. Antes… falavam que tinha que comprar. As vacinas estão chegando, sendo distribuídas, e os brasileiros estão sendo vacinados. Estamos denunciando o tempo todo: há uma investigação seletiva, com foco 100% no governo federal, mas quando o assunto são estados e municípios, há um movimento de blindagem. Não querem investigar. 

Senador Girão esteve lá, tem o caso do Consórcio Nordeste: Quase 50 milhões de reais, pagos antecipadamente a uma empresa, que não entregou, deu calote. Há suspeitas de corrupção. G7, o grupo que comanda a CPI, disse não à convocação de Carlos Gabas. Por que não querem investigar? Por que não querem aprofundar a investigação?

Os mesmos que apontam aqui para o governo federal o tempo todo, pergunto: os governos estaduais anunciaram compra de vacinas. Quantas chegaram? Qual o número de vacinas compradas pelo Consórcio Nordeste até hoje? Toda a negociação aconteceu quando houve condições jurídicas para isso. Qualquer coisa fora disso são narrativas. 

A investigação tem que seguir todo esse caminho. Nós defendemos a investigação completa, sem seletividade. Nós não somos seletivos, nunca fomos. Nunca impedimos que se investigasse. Apontam para o governo federal o tempo todo, mas sentam em cima da realidade que aconteceu lá nos seus estados, e que até hoje não conseguiu comprar uma vacina sequer”. 


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