quarta-feira, 14 de julho de 2021

Após Forças Armadas, Polícia Federal também repudia declarações do senador Omar Aziz na CPI


A Polícia Federal divulgou uma nota pública em resposta ao senador Omar Aziz, presidente da CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”. Aziz citou a Polícia Federal durante o depoimento da diretora da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades.

Aziz disse que achava inexplicável o fato de Emanuela ter dito que prestou depoimento um dia antes à Polícia Federal, como já ocorrera com o proprietário da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano. Segundo o senador, os depoentes estariam se amparando no fato de estarem na condição de investigados pela PF para conseguir decisões no Judiciário e permanecer em silêncio na CPI. 

Na nota, a Polícia Federal afirmou que sua investigação “atende às disposições constitucionais e legais”. Ouça a nota:

“Sobre a investigação que apura a possível ocorrência de crimes referentes ao processo de compra da vacina Covaxin pelo Ministério da Saúde, a Polícia Federal esclarece:

1. A investigação atende às disposições constitucionais e legais, o que inclui o prazo regular para a sua conclusão;

2. A produção de provas, sobretudo a oitiva de pessoas que possam contribuir para a elucidação dos fatos, não está atrelada a outras investigações em andamento sobre o caso;

3. A PF possui métodos e estratégias próprios de investigação, devidamente supervisionados pelo Poder Judiciário e reconhecidos nacional e internacionalmente;

4. Instituição de Estado, a Polícia Federal trabalha de forma isenta e imparcial, em busca da verdade real dos fatos, sem perseguições ou proteções de qualquer natureza”.

O senador Omar Aziz também foi alvo de uma nota de repúdio assinada pelo Ministro da Defesa, General Braga Netto, e pelos comandantes das Forças Armadas, por ataques a essas instituições. Após a nota, o senador Renan Calheiros, relator da CPI, renovou os ataques. Aziz foi ao plenário para dizer que as Forças Armadas poderiam emitir 50 notas, mas não poderiam intimidá-lo. 

Em resposta ao senador Renan Calheiros, o senador Marcos Rogério disse: “Mais uma vez, a CPI da Pandemia se volta contra as Forças Armadas. Agora, vimos o relator, Renan Calheiros fazendo uma grave acusação! É cada vez mais nítido que temos um relator parcial, que ataca e julga sem provas”.

Ademais, o parlamentar ressaltou: “Quando falamos em CPI, esperamos uma Comissão que apure fatos, cheque provas e ao final produza um relatório que traga luz aos fatos. Mas, infelizmente, não é esse o cenário da CPI da Covid. O relator já tem uma sentença pronta que busca culpar a qualquer custo o Governo Bolsonaro. A CPI trata a depoente como investigada quando quebra seu sigilo. Mas, para forçar declarações, muda o tratamento para testemunha, para obrigá-la a colaborar. Não há outra forma de chamar isso, senão coação”.


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