sábado, 24 de julho de 2021

Bolsonaro analisa situação da Argentina e alerta sobre eleições no Brasil: ‘O populismo tem que ser combatido’


O presidente Jair Bolsonaro compartilhou um vídeo de sua conversa com cidadãos no palácio da Alvorada, quando conversou com um argentino e pediu a atenção do público para a situação do país. Bolsonaro disse: “pessoal, vamos prestar atenção. O nosso futuro está aqui”.

Bolsonaro disse: “O povo argentino, rivalidade conosco é apenas no futebol. Fora isso, é bom que tenhamos vizinhos fortes e com o povo vivendo em liberdade. Eu estive na Argentina em 2019. Não é novidade o que eu vou falar aqui. E eu falei lá, sim, era o Macri presidente, que, se voltasse o que o Macri pegou lá, e se voltar aqui no Brasil, no futuro, o que nós vivemos aqui há pouco tempo… o futuro da Argentina seria triste e teríamos que preparar uma operação Acolhida no Rio Grande do Sul, a exemplo de Roraima para com a Venezuela”.

O presidente explicou: “quando os regimes vão tomando a liberdade das pessoas, a primeira classe que sai é a classe A, o pessoal com dinheiro. Esse pessoal vai para países outros. Já começou a chegar argentino no Rio Grande do Sul. Depois sai a classe média, e por último os mais pobres, como os pobres agora saem da Venezuela. Por quê? é tolhendo a liberdade do povo - que querem fazer no Brasil, cada vez mais - estrangulando os meios de produção, interferência na produção agrícola”.

Bolsonaro prosseguiu: “Alguém pode falar que eu não tenho nada a ver com a Argentina. Calma lá. Nós somos vizinhos, queremos o bem da Argentina. A situação lá caminha rumo à Venezuela, assim como a Venezuela caminha rumo a Cuba. E outros países da América do Sul caminham rumo à Argentina. O populismo tem que ser combatido. Essa história de dividir renda é muito bonita pra discurso político. Alguém conhece algum empresário socialista no Brasil? Não tem.  O comunista, ele quer dividir o dos outros. A gente tem um irmão argentino aqui. A gente não quer isso para país nenhum do mundo. A liberdade vale mais que a nossa própria vida”.

Bolsonaro falou sobre a oposição à transparência nas eleições: “A gente fala aqui de voto impresso. O que eu quero? Eu quero eleições limpas, e estou sendo massacrado por causa disso. Alguns falam: você não apresenta provas. Ninguém apresenta provas de que não houve interferência. Vamos apresentar na quinta-feira, agora, dados concretos do que aconteceu nas eleições de 2014, com muita profundidade, e uma parte do que aconteceu no primeiro turno de 2018. Eu só ganhei a eleição porque tive muito voto. Foi impossível avançar nessa área, e outras coisas mais aconteceram, que a gente vai demonstrar.  Por que algumas pessoas importantes trabalham contra o voto impresso? Não tem problema de dinheiro, tanto é que arranjaram 6 bilhões para o fundão. A gente vai vetar e dou por encerrado este caso, aqui. Não quer dizer que, vetando, deixou de existir. Tá com a palavra o parlamento brasileiro. Respeito as decisões deles”. 

Bolsonaro acrescentou: “no que depender de mim, nós vamos jogar nas 4 linhas da constituição. Não precisamos ir além da Constituição. O que falta para a população, muita gente? A gente vê jovens morrendo por liberdade em Cuba. E aqui tem jovens - sem cérebro na cabeça, parece - loucos para enfrentar o que Cuba enfrenta desde 59”. 

O presidente disse: “Se vocês forem para Pacaraima, vizinha ali da Venezuela, a operação Acolhida, chegam centenas de venezuelanas fugindo da fome. A maioria, mulheres com 2, 3, 4 filhos, com uma trouxa de roupa na cabeça, a pé. Sendo mineradas ao longo do caminho. Não tem mais gato e cachorro na Venezuela! Será que é difícil entender isso aí?”. 

O presidente prosseguiu: “Alguns falam ah, no tempo do governo anterior, não tinha isso… era uma época diferente! Ele, enquanto fazia o populismo aqui, roubava todo mundo. Roubava BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica, outras estatais, Correios, loteava ministério, e fazia um trabalho para se perpetuar no poder. Ele deu azar com um posto de combustível na Lava Jato. Deu azar. Papai do Céu ajudou a gente”. 

Bolsonaro questionou a atuação do ministro Luís Roberto Barroso contra o voto impresso. O presidente disse: “Agora, parece que no Brasil se esquece as coisas muito rapidamente. Por que, depois que o Barroso foi lá na Câmara conversar com líderes partidários - Barroso, ministro do Supremo - muitos desses líderes trocaram os deputados para enterrar o voto impresso na Comissão? Por que isso? Eleições que não são limpas, não são transparentes, não são eleições. O que a gente quer é evitar problemas para 22”. 

O presidente disse: “Vamos ter eleições? Vamos ter eleições. Quando se fala em eleições, são eleições limpas. Quem já não viu fraude em eleições no colégio, no prédio - síndico - onde muitas vezes tudo acontece. A gente não pode conviver com a suspeita no Brasil, e grande parte da população, a maioria, quer, sim, como eu também quero, eleições transparentes. Por que alguns são contra o voto impresso?”.

Bolsonaro disse: “Se o outro lado tem 49% como diz o Datafolha, é bom pra ele. Porque ele vai ganhar a eleição! Geralmente, quem frauda é quem está no poder. Não é isso? Eu estou fazendo exatamente o contrário. Quero dar a chance pro cara que anda por aí, pelo Brasil todo, que, segundo o Datafolha tem 49% das intenções de voto, é amigo da Cristina Kirchner, é amigo de Evo Morales, é amicíssimo de Maduro, amigo do ditador lá de Cuba, que a imprensa do Brasil chama de “presidente” - Figueiredo é “ditador””.

O presidente prosseguiu: “A verdade estando do nosso lado, o conhecimento, o entendimento… buscar as pessoas que pensam diferente, conversar, convencê-las de que o caminho não é esse que alguns querem pôr no Brasil…. Agora, nunca um presidente conversou com o povo. Que outros chefes de executivo a gente vê conversar com o povo? Agora, o que está em jogo, pessoal, é uma coisa mais importante que a vida de vocês, que é a liberdade.


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