segunda-feira, 5 de julho de 2021

Bolsonaro causa polêmica com post sobre possível chantagem de autoridades por ‘Daniel’


O presidente Jair Bolsonaro publicou, em suas redes sociais, um texto sobre práticas utilizadas pelo regime cubano para chantagear pessoas, e sugeriu que as mesmas práticas poderiam estar sendo utilizadas no Brasil contra algumas autoridades. Bolsonaro postou um trecho do livro “A Vida Secreta de Fidel”, de Juan Reinaldo Sánchez, que foi guarda-costas de Fidel Castro durante 17 anos, entre 1977 e 1994.

O trecho publicado por Bolsonaro, da página 143 do livro, diz: “Melhor que os estrangeiros tenham isso bem claro: em Cuba, ninguém escapa da vigilância da Segurança de Estado, o G2. Vários hotéis de Havana são dotados de quartos especialmente preparados pela Técnica, que ouve as conversas e filma a intimidade de ‘alvos’ dignos de interesse, como empresários, políticos, professores universitários, profissionais da cultura, jornalistas, personalidades das artes e das letras. Exemplos são o vigésimo andar do hotel Habana Libre, o 14º andar do hotel Riviera, o hotel Nacional ou ainda o hotel Cohiba. E outros mais… Quando o Estado cubano convida personalidades estrangeiras, o que acontece com frequência, é fácil alojá-los num desses quartos especiais, depois filmar seus encontros com alguma prostituta chamada pelo G2. O regime dispõe então de uma poderosa ferramenta de chantagem, principalmente quando o parceiro sexual é menor de idade ou do mesmo sexo (mesmo quando o alvo é um homem casado)”.

O presidente Bolsonaro apresentou uma suposição sobre uma autoridade sendo filmada em situações comprometedoras e uma suposição de que alguém, que chamou de "Daniel", chantagearia essa autoridade, ameaçando divulgar esse vídeo. O presidente disse: 

“Essa prática de chantagem, muito utilizada em Cuba, se encontra na página 143 do livro "A vida secreta de Fidel" de Juan Reinaldo Sánchez. Parece que isso está sendo utilizado no Brasil (importado de Cuba pela esquerda) onde certas autoridades tomam decisões simplesmente absurdas, para atender ao chantageador  ("Daniel"). Quando nada têm contra seu alvo principal, vão para cima de filhos, parentes, e amigos do mesmo. Inquéritos e acusações absurdas, ... Daí quebram sigilos, determinam buscas e apreensões, decretam prisões arbitrárias, etc…”. 

O uso do nome “Daniel” na suposição de Bolsonaro levantou dúvidas se o presidente estaria identificando alguém. “Daniel” era um dos codinomes utilizados pelo ex-ministro José Dirceu. Preso por condenações no mensalão e no petrolão, José Dirceu foi solto pelo Supremo Tribunal Federal. 


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