segunda-feira, 26 de julho de 2021

Bolsonaro detona oposição ao voto impresso auditável: ‘querem a volta da impunidade e da corrupção’


O presidente Jair Bolsonaro conversou com cidadãos na saída do palácio do Alvorada, quando perguntou: “Vamos ter o voto democrático ano que vem ou não? Eleições democráticas?”. Bolsonaro disse: “a gente não consegue entender por que os caras são contra  uma maneira de você terminar as eleições e ninguém reclamar. Tá na cara que querem fraudar. De novo. Geralmente, quem está no poder é que faz a artimanha. Eu estou fazendo exatamente o contrário. Eleições democráticas são aquelas em que você confia no seu voto”. 

A um eleitor que o parabenizou pela decisão de vetar os 6 bilhões do fundão eleitoral, Bolsonaro explicou: “deixar claro uma coisa: vai ser vetado o excesso do que a lei garante. A lei… quase 4 bilhões o fundo, o extra de 2 bilhões que vai ser vetado. Se eu vetar o que está na lei, estou incurso em crime de responsabilidade. Espero não apanhar do pessoal aí como sempre. Se o pessoal começar a bater muito, vão escolher, no segundo turno Lula ou, ou… ou Ciro. A crítica é válida quando ela tem fundamento. Não pode simplesmente... Igual leite condensado: parte da direita bateu tanto em mim que eu pensei: será que eu estou consumindo tanto leite condensado assim?”.

O presidente anunciou: “Quinta-feira, 19h00, minha live vai ser, talvez, lá do Ministério da Justiça. A gente vai expor todas as questões que levam a gente a ter eleições democráticas ano que vem.  São três momentos que… é inacreditável o que a gente vai mostrar com fotografias e dados fornecidos pelo próprio TSE. Se bem que faltam mais dados, ainda, que não entregaram para a gente. Tão logo a gente conclua isso aí, que o trabalho não é fácil… Se bem que agora já dá pra demonstrar claramente… até pela maneira como o ministro Barroso vem se posicionando, tem algo esquisito. Ele podia falar: presidente, quer o voto democrático, com papel, faça. Por que ele é contra?”

O presidente prosseguiu: “Não quero adiantar, não quero acusá-lo de nada. Mas ninguém consegue entender por que ele é contra. E outra: ministro do Supremo, deputado, senador, presidente, são passíveis de crítica. Todos nós somos passíveis de crítica, sem problema nenhum. Por que quando você critica certas pessoas, não pode? Isso é uma forma de “atentar contra a democracia”. Democracia é voto auditável, voto no papel, ao lado da urna eletrônica, não é volta ao papel do passado. É o voto democrático. Não querem democracia? Ninguém mais do que eu pode defender a democracia, porque olha só: se o outro lado tá tão bem nas pesquisas, por que não sai na rua pra tomar um… não vou falar cachaça. Vai tomar um café com leite na padaria, vai andar no meio do povo”.

Bolsonaro desabafou: “14 anos de PT, olha o que eles fizeram no Brasil, meu Deus do céu. Roubaram tudo! Arrebentaram com Petrobras, com BNDES, com os Correios, com a educação… .não tem onde esses caras não fizeram besteira. O Haddad ficou 12 anos como ministro da Educação. O que ele fez? (...) Pega a molecada com 15 anos de idade, mal sabem a tabuada. Querem o quê? Qual o futuro dessa garotada? O Brasil arrebenta, pessoal. Quebra o Brasil. Olha o padrão dos nossos ministros. Olha o Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia. Quem antecedeu o Marcos Pontes? O pessoal nem sabe, né? A Dilma foi de Minas e Energia, foi da Casa Civil… foi lá conselheira da Petrobras, naquela compra de Pasadena ela estava presente… será que é tão difícil lembrar que não é só esse cara, é quem vem com ele. É igual casamento: tem que encarar cunhado, encarar sogra, encarar todo mundo. É ou não é? E a gente quer encarar esse pessoal todo de volta? É ver o que acontece em outros países. Não vou falar em Cuba não, esqueça Cuba. Esqueça Cuba, esqueça Venezuela. Veja a Argentina. Veja os problemas que o Chile está tendo, a Bolívia está tendo”.

O presidente falou sobre alguns dos problemas que o Brasil enfrenta, como a inflação, e o preço do gás e dos combustíveis, e queixou-se das críticas ao governo federal mesmo quando os problemas são causados por outros agentes, como governadores. Bolsonaro estimulou o povo a se informar para compreender a complexidade dos problemas. 

O presidente disse: “Olha só: eu estou no governo, certo? Sou presidente. Ninguém nega isso. Se alguém comete um ato antidemocrático, é contra o governo federal. Não é contra UM do Supremo. Eu não estou reclamando, porque eu entendo como liberdade de opinião. Você quer levantar um cartaz na rua, faça o que bem entender. Isso é liberdade de expressão. Está na Constituição. Eu respeito isso, outros não respeitam. Não é justo punir, abrir inquérito, contra essas pessoas. Levanta… pessoal, eu jurei cumprir a Constituição por dever de ofício, assim como deputados, senadores… juramos respeitar a Constituição. Então, eu tenho que respeitar o art. 1º, o 2º, o nono… o art. 20, o art. 100…. tem ou não tem? E tem que respeitar também o 142. O  cara levanta uma placa com “art. 142”, ele é processado por causa disso? Então vamos retirar o art. 142 da Constituição. O cara levanta uma placa “AI-5”. Aí é na Constituição anterior. Não existe mais. (...) Então, se o cara levantar uma faixa A ou B, é a mesma coisa. Por que punir um cara desses? Fala em “ato antidemocrático”.  Presta atenção: na Bolívia, a ex-presidente, que perdeu para o grupo do Evo Morales, está presa. Acusada de quê? “Atos antidemocráticos”. Estão vendo alguma semelhança? A participação de vocês é importante em qualquer momento. Mas temos que pensar com profundidade o que está em jogo. Aqueles que não querem eleições democráticas querem a volta da impunidade e da corrupção”.


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