segunda-feira, 19 de julho de 2021

Bolsonaro mostra vídeo polêmico de Randolfe Rodrigues e confronta ‘trio’ da CPI: ‘Com planos frustrados, restou acusar o governo do que tentaram fazer’


O presidente Jair Bolsonaro publicou, pelas redes sociais, um vídeo do senador Randolfe Rodrigues defendendo a compra da vacina Covaxin, em que o senador argumentava que a vacina já tinha recebido certificação em outros países e, por isso, deveria ser apressado o procedimento de avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). No vídeo, Randolfe Rodrigues afirma que a Covaxin já teria disponibilizado 8 milhões de doses de vacina e poderia disponibilizar mais 20 milhões até o mês de maio, e afirma: “Nós não podemos tratar tempos de guerra com os mesmos parâmetros de tempos de paz”.

No vídeo veiculado pelo presidente Jair Bolsonaro, Randolfe Rodrigues declarou: “Autorização para as vacinas da Sputnik e Covaxin. Essas duas vacinas já têm autorização em outros países. Não podemos tratar tempos de guerra como tempos de paz. Eu apelo à ANVISA, o quanto antes possível, de imediato, temos de ter o ‘autorizo’ para ampliar o arsenal de vacinas. Para se ter uma ideia, a Covaxin, por exemplo, já tem disponibilizado, até agora, 8 milhões de doses de vacinas e 20 milhões até 20 de maio. Ou seja, seria mais uma opção para ampliarmos o enfrentamento. Cada um tem de fazer a sua parte, mas, em especial, o Poder Público, os governos e, fundamentalmente, a ANVISA, que não pode tardar para garantir (...)”.

Bolsonaro disse: 

“- Olha quem queria comprar a Covaxin sem licitação e sem a certificação da ANVISA.

- O Sen Randolfe negociou, em 05/abril/2021, até mesmo a quantidade de vacinas: 20 milhões.

- Randolfe, Omar e Renildo Calheiros (irmão de Renan), via emendas, tudo fizeram para que governadores e prefeitos pudessem comprar as vacinas a qualquer preço, com o Presidente da República pagando a conta, obviamente.

- Com planos frustrados, restou ao G-7 da CPI acusar o Governo do que eles tentaram fazer”.

Pela manhã, em conversa com cidadãos no palácio da Alvorada, o presidente já havia falado sobre a tentativa da CPI de criar um escândalo em torno da Covaxin, e já havia lembrado que o senador Omar Aziz apresentou uma emenda a uma Medida Provisória do governo para que a vacina pudesse ser comprada sem licitação e sem o aval da Anvisa. 

Bolsonaro disse: “Você tem que tomar as medidas para evitar que aconteça o problema. Nós estamos há dois anos e meio sem corrupção no governo. Aí, tem essa CPI aí dos 3 patetas. Três patetas não, três otários. Três patetas, quando eu era moleque, eu assistia muito, dava muita risada. Tentam de toda maneira colar… ‘ah, mas o Pazuello conversou com empresários’. Se estivesse tratando de corrupção, não ia ter vídeo, meu Deus do céu. Seria num porão, ou seria num canto qualquer.  O tempo todo tentando… ‘ah, mas ele pensou em se corromper’. Você sabe o que eu estou pensando sobre você? Alguém sabe o que eu estou pensando? Então, agora inventaram a corrupção por pensamento”.

O presidente disse: “Aqui em Brasília é a capital federal. Pra cá, vem todo tipo de gente fazer lobby. Essa última narrativa, agora, ‘Pazuello conversou com empresários’. Eu converso todo dia com empresários”.

Bolsonaro mencionou um rascunho de contrato que mencionava um preço mais alto para a vacina Coronavac, com um desconto caso metade do pagamento fosse feita de forma adiantada. O presidente disse: “não prosperou isso aí, não foi pra frente. Se pagasse metade adiantado, nunca mais iam ver aqueles caras, com toda certeza. São estelionatários”. 

O presidente questionou: “o que a imprensa fazia naquela época? Dizia: ‘Tem que comprar vacina, não interessa o preço’”. Bolsonaro acrescentou: “quem queria comprar vacina, não interessa o preço, sem autorização da Anvisa, foi o Omar Aziz. Isso está documentado numa emenda que ele apresentou numa MP nossa. Bem como o irmão do Renan Calheiros. Imagine se aprova isso? hein, Omar Aziz? Mais conhecido como Anta Amazônica. Imagine se tivesse passado isso”.

O presidente falou que, se a emenda tivesse sido aprovada, poderíamos ter prefeitos e governadores “comprando” vacinas inexistentes, com pagamentos adiantados, que jamais seriam recebidas. E lembrou: “Lá atrás, quando falei: a gente compra vacina, sim, mas tem que passar pela Anvisa, fui rotulado de negacionista. Determinei lá atrás: só paga quando chegar aqui. Não tinha como passar. Dei essa ordem lá”. O presidente também lembrou que, quando deu essa ordem, foi acusado de “interferir na Saúde”. Bolsonaro questionou: “se eu posso trocar o ministro, por que eu não posso determinar certas coisas lá dentro?”


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