terça-feira, 27 de julho de 2021

Bolsonaro retruca ameaça de impeachment, expõe ‘fofocas’ da CPI e desmoralização de Renan, Omar e Randolfe


Em entrevista a uma rede de rádios do Nordeste, o presidente Jair Bolsonaro retrucou Omar Aziz, Randolfe Rodrigues e Renan Calheiros, que comandam a CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”. Bolsonaro disse: “Realmente, no Parlamento, os senadores, os governadores, foram muito bem atendidos pelo governo. Não é justo fazer esta CPI. O próprio Renan Calheiros falou que não apurará os desvios de governadores. Estou apontando, aqui, a questão do Consórcio Nordeste. Gostaria que a Câmara e o Senado fizessem uma CPI sobre o Consórcio Nordeste. No que o Senado contribuiu para o combate à pandemia até o momento? Nada. É um local de fofocas”

O presidente lembrou algumas das narrativas que já foram tentadas pelo comando da CPI: “Inventaram um tal de gabinete paralelo. Depois, que o governo iria, iria se corromper no caso da Covaxin. Um cabo negociando uma propina de 400 milhões de dólares, um dólar para cada dose de vacina, uma coisa absurda. Nós criamos mecanismos em todos os ministérios para evitar corrupção. Tinha que passar pela CGU. No meu caso, sempre falei: só se compra depois de certificado pela ANVISA e depois que chegar aqui. Os golpistas estão aí no Brasil todo, em especial em Brasília. O que nunca faltou em Brasília foi espertalhão. Entra quem quer. Nosso governo não entrou. Somos um exemplo: mais do que o discurso, a prática de que não praticamos qualquer ato de corrupção”.

Bolsonaro explicou a estratégia dos senadores para desgastar o governo: “Querem inventar atos de corrupção que não ocorreram. Imagine se houvesse uma lei para governadores e prefeitos comprarem vacinas sem licitação e sem comprovação da ANVISA. O Omar Aziz, o irmão do Renan Calheiros e o Randolfe Rodrigues tentaram modificar uma medida provisória nossa para isso acontecer. Ficaram frustrados com isso e estão nos acusando de fazer o que queriam fazer e não conseguiram”.

Questionado quanto a um possível fundamento para impeachment, o chefe de Estado foi enfático: “Não tem fundamento algum (...). Um dos aliados do esquema pegou auxílio emergencial no ano passado. É ridículo o que esses caras fazem. Estão desgastando o Senado Federal como um todo. Esses três ou quatro parlamentares prestam um desserviço à Nação e não investigam o que tem que ser investigado, como o caso de Carlos Gabas, no Consórcio Nordeste”.


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