segunda-feira, 12 de julho de 2021

Bolsonaro se pronuncia após reunião com Fux, presidente do STF, sobre conflito com ministros Barroso e Moraes


O presidente Jair Bolsonaro fez um pronunciamento e concedeu uma coletiva de imprensa após se reunir com Luiz Fux, presidente do STF, para tratar de recentes conflitos ocorridos com Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, ministros do STF e do TSE.

Bolsonaro salientou: “Eu recebi um convite para conversar com ele. Todas as vezes que isso foi feito, nós viemos e discutimos a relação entre os dois poderes, Executivo e Judiciário. Reconhecemos que nós dois temos limites e esses limites são definidos pelas quatro linhas da Constituição. Até falei para ele, como hoje de manhã no cercadinho, eu falei sobre uma das minhas atividades de manhã, que era rezar o Pai Nosso, onde no final ele diz, o Pai Nosso, que devemos perdoar a quem nos tem ofendido. Basicamente foi essa a conversa, durou 20 minutos, e estamos perfeitamente alinhados, respeitosos para com a Constituição e cada um se policiar dentro do seu poder no tocante aos limites. E nós, do poder Executivo, não pretendemos sair desses limites. Essa foi a linha de conversação com o presidente Fux”.

Questionado no que concerne a uma possível “trégua”, o chefe de Estado retorquiu: “Quem está atacando quem? Olha só: eu não ataquei os ministros, você está equivocado. Eu estou com um problema com um ministro aqui, que é normal, pode acontecer. Ele está tendo um ativismo legislativo que não é concebível. A questão do voto impresso. Nada mais além disso. Eu acredito que nós, ao apresentarmos e lutarmos por mais uma maneira de tornar as eleições mais transparentes, devia ser digna de aplausos por parte dele. Afinal, não é uma pessoa qualquer. Além de ministro do Supremo, ele é presidente do TSE, e nós não conseguimos entender a posição dele, e não dos 11 ministros, no tocante a isso. A grande maioria da população quer um sistema auditável, quer um voto que seja realmente confiável. E eu quero isso. Me acusaram tanto de ser ditador, até vocês de grande parte da imprensa,e  eu estou querendo transparência. Eu cresci dentro do parlamento, 28 anos lá dentro ouvindo que a democracia não tem preço. O Paulo Guedes já disse que tem dois bilhões para comprar as maquininhas para imprimir o voto ano que vem. E deixo claro: o voto não é o retorno ao voto em papel. É uma maquininha que imprime o voto, você não tem contato manual com papel e cai dentro da urna. Três países apenas usam essa urna: Brasil, Bangladesh e Butão. Algo está errado. E nós queremos transparência, só isso”.

Após um jornalista questionar o mandatário a respeito da possibilidade de o Congresso Nacional não aprovar o voto impresso, Bolsonaro elucidou: “Eu respeito o parlamento brasileiro. Nós vamos querer a contagem pública dos votos. Isso já é lei. Conversei hoje com a pessoa que vinha fazer a demonstração da fraude de 2014. Ela está com cov**, está bastante debilitada. Se essa pessoa melhorar, ela virá, e eu convidarei vocês da imprensa, e também as mídias sociais minhas vão transmitir a apresentação dele. É algo realmente difícil, de não acreditar na possibilidade de fraude.  E temos notícias em municípios pelo Brasil, como botei uma matéria, quando Ricardo Boechat era vivo, ele falou de uma fraude numa cidade, se não me engano no interior da Bahia, onde a família toda votou no candidato e ele acabou com zero votos. Isso vem acontecendo no Brasil, muitas reclamações, e você não tem a quem recorrer. Se o próprio ministro, presidente do TSE diz que é confiável, se você perde uma eleição, vai recorrer pra quem? Esse alguém, que em instância final é o próprio TSE, onde quem está à frente é o ministro Barroso, ele vai dizer que não procede, que as urnas estão certas. Agora a grande verdade: temos que ouvir o povo. Ele não acredita nesse voto eletrônico que está aí”.

Quando um repórter fez um questionamento no que concerne a provas de fraudes, Bolsonaro retrucou: “Isso compete ao TSE. O TSE fez um pedido pra mim, para eu apresentar as provas. Eu assinei agora há pouco a resposta, pedindo um prazo um pouco maior, até essa pessoa, que teve coragem agora, sabendo dos riscos, que sempre sofreu no passado, de apresentar essas provas. Ele apresentou para mim seis meses atrás. 

Lógico que é um especialista. É uma dessas pessoas que tem uma mente brilhante”. O presidente explicou que uma análise mostrou que, na contagem minuto a minuto, houve variações que são consideradas estatisticamente impossíveis. O presidente prosseguiu: “E assim foi feito esse retrato, minuto a minuto, até acabar as eleições. Uma coisa fantástica, inacreditável. A matemática, a probabilidade, aponta que a chance de acontecer isso aí é um átomo”.

Ao ser provocado por um jornalista, Bolsonaro prosseguiu: “Eu não vim aqui para brigar com ninguém. Vai acabar a entrevista. Vamos rezar um pai nosso aqui?”. Após fazer a oração, Bolsonaro disse: “Vamos continuar a entrevista?  Nós temos um trabalho. Está compilado, várias lideranças partidárias, há poucos anos, eram favoráveis ao voto impresso. Por que mudaram tão rapidamente? O que fez essas pessoas mudarem de ideia tão rapidamente? Vamos supor que faça também para deputado federal, e tenha também, na mesma linha, um ou outro parlamentar, 271 vezes ele crescer numa razão que é impossível crescer. Alguns dizem que não tenho provas de que houve fraude. O outro lado também não tem prova de que não houve fraude”. 


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