domingo, 11 de julho de 2021

Deputado de Bolsonaro abre o jogo sobre ‘recado’ do Comandante da Aeronáutica a Omar Aziz e à CPI


O deputado federal Otoni de Paula, em transmissão ao vivo, comentou as declarações do comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Junior, à velha imprensa. O oficial foi enfático ao ressaltar que as Forças Armadas estão atentas para a defesa da democracia e da liberdade, bem como dos poderes constitucionais.

O parlamentar encetou abordando o viés que está sendo aplicado pela velha imprensa ao noticiar as declarações do tenente-brigadeiro: “Está soando como um possível golpe ou uma possível reação das Forças Armadas contra as instituições. Declarações que pareceram a alguns ameaçadoras, de uma possível investida militar contra os poderes”.

O deputado explicou o contexto das manifestações do comandante da Aeronáutica e também do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, que reagiram a declarações do senador Omar Aziz, presidente da CPI da Pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”. Otoni lembrou que, após a divulgação da nota, o senador Omar Aziz declarou que poderiam soltar 50 notas, ele só não admitiria ser ameaçado. Otoni disse: “Diante dessa postura e dessa resposta altiva para com o alto comando das FFAA, o brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, que é o comandante da Aeronáutica, resolveu dar uma entrevista e disse algumas coisas que fizeram o Brasil tremer, do outro lado de medo, do nosso, de esperança”.

Nesta toada, o parlamentar rechaçou as avaliações de que os militares estariam ameaçando aplicar um “golpe” à democracia. O deputado apontou “Qual o meu pensamento? Primeiro, que as declarações do brigadeiro nada têm a ver com golpe. Golpe é tudo aquilo que ultrapassa as linhas da Constituição Federal, é tudo aquilo que não está previsto na Constituição. As declarações do brigadeiro são constitucionais. Sobre isso, o maior jurista vivo do país, dr. Ives Gandra, disse: ‘se um poder sentir-se atropelado por outro poder, poderá solicitar às FFAA que ajam como poder moderador, para repor, naquele ponto, a lei e a ordem, se esta realmente tiver sido ferida pelo poder em conflito com o postulante’”.

O parlamentar prosseguiu: “Dentro dessa interpretação do maior jurista vivo, em momento nenhum o comandante da Força Aérea estaria ameaçando as instituições, mas cumprindo o papel moderador das FFAA. Diante da clara tentativa de desequilíbrio entre os poderes que nós estamos vendo, onde dois poderes se unem contra um poder, então, o tenente-brigadeiro, e possivelmente em nome dos outros comandantes, das outras Forças, ele, sem sair dos limites constitucionais, estabelece o princípio da moderação, que é um dever das Forças Armadas, diz: se nós percebermos que está havendo o desequilíbrio entre os poderes, que existe uma força desequilibrando os poderes que devem coexistir harmonicamente, então nós, FFAA, não deixaremos de agir, nos limites da Constituição, como poder moderador”. 

O deputado alertou para as reações do establishment, dizendo: “Você vai ver agora a rede Globo, o Senado, alguns deputados, alguns ministros do STF se sentindo ameaçados, dizendo que é um absurdo, que não pode acontecer, mas na verdade isso é um jogo de narrativas. O que eles não esperavam era que as nossas FFAA fossem, nesse momento em que o País mais precisa deles, agir dentro daquilo que a Constituição lhes faculta. Eles não esperavam uma voz clara em defesa da Constituição, como ressoou a voz do tenente-brigadeiro Carlos Alberto”.

Otoni de Paula parabenizou o comandante da Aeronáutica pelo senso de urgência e de patriotismo, e disse: “O Brasil não pode, e o povo brasileiro já não aguentava mais, ver o desequilíbrio entre os poderes da forma que estamos vendo, onde temos um poder Executivo acuado por manobras claras de dois outros poderes, que se unem por interesses outros para tentar derrubar o presidente da República”. 

O deputado concluiu: “Hoje, eu respiro um pouco mais aliviado, sabendo que a nossa Constituição será respeitada. Não dá para nós aturarmos poderes que se unem contra um poder. Não dá para nós vermos esse circo armado e ficarmos calados e quietos. Que esta CPI cumpra o seu papel, que é de investigar o que fizeram com as verbas enviadas pelo sr. presidente da República para o combate à pandemia. Queremos saber o que aconteceu com o Consórcio Nordeste e os milhões que desviaram, e que Omar Aziz, Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues não querem investigar. Ou a CPI cumpre seu papel democrático e republicano, ou ela não tem razão de existir”.


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