sexta-feira, 23 de julho de 2021

Juristas defendem voto impresso auditável: ‘a população não confia completamente na urna eletrônica’


Durante debate no Programa Alesp Cidadania, da Assembleia Legislativa de São Paulo, a Dra. Débora Veneral, doutora em direito, e a  Dra. Karla Knihs, mestre em direito, falaram sobre a proposta do voto impresso auditável e apontaram, como questão central para a discussão, a falta de confiança da população no sistema eleitoral. 

A dra. Débora Veneral apontou: “o povo brasileiro, na sua maioria, não confia completamente na urna eletrônica”. Ela explicou que a Justiça Eleitoral apenas garante que o sistema é seguro, e acrescentou: “mas a comunidade não está lá pra ver, para aferir, mesmo porque falta conhecimento técnico. Então, existe praticamente uma confiança cega, nessa situação”. E resumiu: “O eleitor não tem certeza de que a urna seria efetivamente segura”. 

A dra. Karla Knihs comentou o argumento de que o sistema é à prova de ataques porque as urnas não estariam conectadas à internet. Ela disse: “por mais que a urna não esteja conectada à internet, não significa que a urna é totalmente segura só por causa disso”. A jurista explicou que todo software está sob risco, tanto que as próprias urnas são constantemente aperfeiçoadas. Knihs afirmou que uma urna “2.0” adicionaria uma camada de segurança ao processo e traria ainda um ganho para a democracia, aproximando a população do processo. Ela apontou: “ainda que confiem, não conseguem entender o seu funcionamento”. 


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