quarta-feira, 14 de julho de 2021

Senador Girão alfineta STF, aponta bilhões omitidos pela CPI, pede acareação e expõe incoerências de Omar e Renan


Por ocasião do depoimento de Emanuela Medrades, diretora técnica da Precisa Medicamentos, à CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”, o senador Eduardo Girão cobrou do comando da comissão que pare de elaborar narrativas e passe a investigar corrupção. 

O senador comentou a proposta de fazer uma acareação entre depoentes que já foram ouvidos e denunciou a seletividade na escolha dos depoentes. Girão disse: “Ricardo Barros chegou a pedir ao STF, que mandou essa CPI ser aberta, que não deixou governadores virem aqui explicar os bilhões enviados a estados e municípios, e o senhor Ricardo Barros não tem a sua convocação marcada. Ele é peça-chave. Ele quer vir. Eu não entendo por que não se chama, se a gente quer buscar toda a verdade. Outro aspecto importante é a acareação com o funcionário Luís Ricardo Miranda, do Ministério da Saúde. Essa CPI já começou com cloroq*, depois, Copa América. Agora, estamos nos ‘invoices’. Agora, precisamos aprofundar. Blindam investigações importantes”

O senador lembrou que a CPI foi criada a partir de dois requerimentos, mas um deles está sendo ignorado: “São dois requerimentos que deram origem a essa comissão, um deles, meu, assinado por 45 senadores da República, com adesão maior que o primeiro requerimento. Investiga Governo Federal, mas também estados e municípios. A isso, é difícil chegar. O caso do Consórcio Nordeste é estarrecedor. Apequena esta comissão quando ela não quer enveredar pelo caminho deste tema tão importante, 300 respiradores adquiridos, foi pago antecipado, R$48,7 milhões, e esses respiradores até hoje não chegaram”.

Girão afirmou: “Onde a gente anda, está na boca do povo, querem saber do Consórcio Nordeste. Cobro, também, que o ministro Wagner Rosário, da CGU, venha à CPI. Só porque ele vai trazer informações de estados e municípios, 53 operações, parece que não querem marcar a vinda dele. Por quê? Essas perguntas vão ser respondidas em breve”. O senador acrescentou: “O brasileiro não aceita mais a corrupção. Ele quer a verdade, toda a verdade”.


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