quinta-feira, 15 de julho de 2021

Senador Girão aponta ‘invasão’ do STF para impôr CPI e retruca ‘inquisição’ de Renan e Omar


Em pronunciamento a respeito da CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”, o senador Eduardo Girão fez um balanço dos últimos três meses da Comissão Parlamentar de Inquérito, denunciou os sub-reptícios interesses políticos que permeiam as ações dos senadores e criticou com veemência a situação de proteção mútua que ocorre entre senadores e ministros do STF.

O parlamentar asseverou: “Espero que, após 37 sessões, o que muitas vezes escandalizou você, o cidadão de bem, pela condução extremamente agressiva, desrespeitosa, um tribunal de inquisição, desrespeito às liberdades individuais, acredito e vou orar para que os representantes dos estados tenham mais sabedoria. Está claro que o viés dessa CPI é politiqueiro, uma coisa para antecipar o calendário eleitoral de 2022. A gente precisa ter responsabilidade com o país”.

Nesta toada, ele rememorou a responsabilidade da Suprema Corte: “O STF invadiu aqui, faz isso de forma recorrente, e mandou abrir uma CPI, nós temos de cumprir. Ele mesmo, o Supremo, deixa que os governadores não venham quando a gente quer investigar os malfeitos com dinheiro público, os bilhões enviados para estados e municípios. Esse jogo político dos poderes só faz atrapalhar o país”.

Ademais, o congressista ressaltou: “Não se fala mais em reforma, prisão em segunda instância, fim do foro privilegiado, mecanismo que faz senadores protegerem os ministros do Supremo. É papel do Senado investigar o STF, só o Senado pode fazer isso. Impeachment, CPI, Lava Toga, etc. Ao mesmo tempo, ficam com essa proteção do poder (...) A gente percebe tanta injustiça às claras. O que se vê na CPI é projeto de poder, não importando o povo”.


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