sexta-feira, 9 de julho de 2021

Senador Marcos Rogério concede coletiva após Bolsonaro humilhar Renan, Omar e Randolfe - CPI


Ao chegar ao Senado para a sessão da CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”, o senador Marcos Rogério falou a repórteres da velha imprensa, que queriam saber sua opinião sobre a resposta do presidente Jair Bolsonaro à cartinha enviada pela cúpula da CPI. 

Marcos Rogério explicou que a CPI não tem competência para intimar o presidente e que a cartinha, embora enviada em nome da CPI, era uma iniciativa do grupo que vem perpetrando excessos na comissão, sem qualquer consulta ao colegiado. Marcos Rogério disse: “CPI tem se transformado num palco de abuso de autoridade”. O senador afirmou que, embora a resposta do presidente tenha sido grosseira, ela reflete a importância da manifestação dos senadores, um mero ato politiqueiro. 

O senador também foi provocado por uma repórter da velha imprensa a se manifestar sobre a nota do Ministério da Defesa e dos comandantes das Forças Armadas em reação ao senador Omar Aziz, presidente da CPI. 

O senador Marcos Rogério apontou: “Do mesmo jeito que eu não acho adequado fazer ataques à instituição Senado Federal, também não acho adequado fazer ataques às Forças Armadas”. Questionado se a nota teria sido desproporcional, o senador Marcos Rogério lembrou que a nota veio em razão da primeira fala de Aziz, que ele considerou “um momento infeliz”. Marcos Rogério disse: “Se considerar a primeira fala, a nota não foi desproporcional”. O senador apontou que Aziz fez “uma espécie de reconsideração” pouco depois da fala em que atacou as Forças Armadas, e acrescentou: “Não acho que seria para uma reação dessa proporção, se tivessem considerado o ajuste na fala que ele próprio fez”. 

O senador afirmou: “Acho que é uma questão superada. E veja: no mesmo dia, tivemos uma decisão aqui no âmbito da CPI que foi a decisão mais abusiva que já tivemos, uma prisão ilegal. O que é mais grave? Atacar as liberdades individuais de um ser humano, de maneira ilegal!”. 

Marcos Rogério lembrou que o próprio Omar Aziz reconheceu que se excedeu, e explicou a ilegalidade da prisão: “Estávamos com sessão no plenário, o depoente era investigado. Como investigado, ele jamais poderia ter passado pelo que passou. Qualquer decisão derivada de uma reunião ilegal é ilegal. Não tem como você dar legalidade para aquilo que nasceu ilegal”. 


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