segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Bolsonaro concede entrevista impactante e se pronuncia sobre STF, Moraes, 7 de setembro e liberdade


Durante entrevista concedida a uma rádio e transmitida por suas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro apontou excessos cometidos por alguns ministros do Supremo Tribunal Federal, mostrando que vem havendo incontáveis violações a direitos humanos fundamentais. O presidente apontou: “Do que me acusavam que eu ia fazer, quem está fazendo são eles. Na verdade, é um ministro do Supremo Tribunal Federal. Pode ver: ele foi o relator de uma ação no Supremo que deu amplos poderes para governadores e prefeitos. Governadores e prefeitos poderiam ignorar todos os incisos do artigo quinto da Constituição: direito de ir e vir, confinamento. Direito ao trabalho. Quando se obriga a ficar todo mundo em casa, o cidadão não vai trabalhar. Para quem é servidor público, não tem problema, mas aproximadamente 40 milhões de informais perderam sua renda”.

O presidente lembrou ainda que o Supremo admitiu restrições à liberdade religiosa: “Outro absurdo ocorreu em vários estados do Brasil: proibiram a igreja de abrir suas portas. O último refúgio de um cristão é ir à igreja, conversar com o pastor, o padre. Alguns prefeitos e governadores gostaram disso. Em Araraquara, você vê mulher sendo algemada em praça pública. Vendedor de frutas na Paraíba ser algemado dentro de estabelecimento comercial. Eles gostaram disso. Críticas, todos nós sofremos. Tem gente que critica a sua rádio. Se achar a crítica exagerada, entra na Justiça. Agora, um ministro do STF mandar prender, isso não é justo”.

Bolsonaro lembrou que ninguém está acima de críticas ou das leis, e apontou os riscos da escalada autoritária: “A crítica, por pior que seja, você tem que tolerar. A liberdade de expressão é ampla, garantida a todos nós. Eu, como presidente da República, seria muito mais fácil, para mim, me omitir, ou ficar do outro lado. Como estaria o Brasil no momento? Essas prisões que decretaram há poucas semanas, desmonetização de páginas na internet. A desmonetização foi por parte do corregedor do TSE. Ora, se ele tem esse poder, o tribunal regional eleitoral também tem. É época de caça às bruxas. Não vale mais a liberdade de expressão?”.

O presidente lembrou que até mesmo um parlamentar em exercício foi preso por ministro do STF, além de ativistas, jornalistas e um presidente de partido. Bolsonaro disse: “Um parlamentar, está lá na Constituição, é inviolável por palavras, opiniões e votos. Foi preso e continua preso, agora em prisão domiciliar. Também tem jornalista, blogueiro. Agora, presidente de partido. A gente não pode aceitar isso passivamente dizendo que não é comigo. Vai bater à sua porta”.

Bolsonaro falou sobre as manifestações do dia 7 de setembro e o desejo do povo brasileiro: “Fui convidado por esses movimentos do dia 7. Estarei em São Paulo e em Brasília. O povo tem direito a isso. O que não pode é o anonimato, é quebrar. Somos do bem, somos pacíficos. Estarei na Esplanada por volta das 10h00min e na Av. Paulista às 15h00min. Quero que seja mostrada uma fotografia para o mundo que o povo está apontando para uma direção. E o que o povo quer? Liberdade de expressão, democracia, segurança ao votar (...). O que nós queremos é que tenha eleições no ano que vem, sim. Eleições limpas e democráticas. Isso é pedir muito? Queremos transparência. Não se justificam os argumentos que vêm do TSE e do seu corregedor, punindo quem fala do voto impresso, desmonetizando as páginas dessas pessoas. Para mim, seria muito mais fácil a omissão ou ficar ao lado dessas poucas pessoas aqui em Brasília”.

Bolsonaro comparou seu governo aos anteriores: “Peço a Deus mais do que sabedoria, coragem para tomar as decisões porque não é fácil. Em delação premiada, Palocci falou que toda a Administração Pública foi loteada para partidos políticos. Não fizemos isso. Tivemos a coragem de indicar ministros técnicos. Vejam o perfil de nossos ministros e os ministros que nos antecederam. Estamos há dois anos e meio sem uma única denúncia de corrupção. Não criamos dificuldades para vender facilidades. Conosco, não tem lobby”.


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