segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Bolsonaro denuncia que Barroso, do STF, ‘apavorou’ parlamentares e retruca: ‘Mentiroso!’


Durante entrevista concedida a uma rádio baiana e transmitida por suas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre a votação, na Câmara dos Deputados, da PEC que institui o voto impresso auditável. Bolsonaro criticou a interferência de Luís Roberto Barroso, ministro do STF e presidente do TSE. Bolsonaro disse: “O presidente da Câmara, Arthur Lira, confirmou que levará ao Plenário, mas, se não houve uma negociação antes, um acordo, vai ser derrotada a proposta do voto auditável. O ministro Luís Roberto Barroso, do STF, apavorou alguns parlamentares. Ele apavorou. Tem parlamentares que devem alguma coisa na Justiça, no Supremo. O Barroso apavorou, foi para dentro do Parlamento, fazer reuniões com lideranças, praticamente exigindo que o Congresso não aprovasse o voto impresso”

O presidente lembrou ainda que a proposta de voto impresso já foi aprovada três vezes pelo Congresso, por ampla maioria, sempre tendo sido barrada pelo Supremo Tribunal Federal. Bolsonaro disse: “Deixo bem claro: em três outros momentos da História, aprovamos o voto impresso em Brasília. A última foi em 2017, comigo. Quase unanimidade. E o STF disse que era inconstitucional. Não tem cabimento isso que o Supremo fez”

O presidente falou sobre o hacker que invadiu os sistemas do TSE e explorou-os livremente ao longo de meses. Bolsonaro disse: “Que fique bem claro para a população: não é um hacker que resolveu passear por lá. Isso aí, com toda a certeza, um hacker contratado por pessoas com dinheiro para ficar se movimentando, fazendo alterações, dentro do TSE. Inclusive, esse hacker trabalhou à vontade por ocasião do primeiro turno e do segundo turno”. 

O presidente apresentou suas suposições sobre os motivos do hacker revelar sua atuação, e lamentou a atuação do TSE no caso: “Quando as eleições acabaram, o grupo que contratou não pagou e o hacker resolveu denunciar (...).. A Polícia Federal começou a apurar e, quando foi para o TSE e pediu os logs, as digitais do que foi feito lá, responderam que apagaram sem querer os ‘logs’. É prova inconteste de que entrou lá. Fica a suposição, não posso afirmar: ficou acertado que esse hacker desviaria 12 milhões de votos meus. Como tive muitos votos, não foi suficiente e, daí, houve o fato de eu ter ganho as eleições. Não pagaram - é uma suposição, vou deixar bem claro - porque não conseguiram seu intento (...). O TSE apagou os rastros, as digitais da cena do crime. O Barroso, que é um mentiroso, disse que é uma volta ao voto em papel. Não é”.

O presidente manifestou pessimismo com a votação do voto impresso na Câmara e disse: “Parece que o poder de persuasão, de intimidação do ministro Barroso, está fazendo a diferença no Parlamento Brasileiro”.


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