segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Bolsonaro faz desabafo avassalador: ‘Os canalhas pegam família, amigos, abrem inquéritos contra eles’


Em pronunciamento por ocasião de cerimônia relacionada à Assinatura do Acordo de Cooperação Técnica Água nas Escolas, o presidente Jair Bolsonaro parabenizou os ministros e o BNDES, mas desabafou: “nos envergonha saber que 100 mil alunos não têm água potável na escola”. O presidente lembrou que, em 2014, houve um empréstimo bilionário do BNDES a uma grande empresa de carnes, com a contrapartida de uma doação de 5% do valor a partidos políticos. O presidente apontou que a obra que levará água a 100 mil estudantes custa apenas 10% desse valor “doado” a partidos. 

O presidente relatou que pediu ao presidente do BNDES que faça levantamentos de empréstimos como esse, assim como de empréstimos bilionários a países amigos do PT, que financiaram obras faraônicas e não foram e não estão sendo pagos. Bolsonaro questionou: “O que acontecia com o nosso Brasil no passado?”

Bolsonaro desabafou: “Devemos esquecer isso aí? Temos que mostrar! Uma parte da elite de Brasília quer a volta dessas pessoas, que corrompiam, que se corromperam, que não tinham qualquer zelo com a coisa pública”. O presidente prosseguiu mencionando: “os canalhas pegam família, pegam amigos, pegam gente humilde que trabalha comigo, abrem inquéritos contra eles - começam a acusá-los de “atos antidemocráticos””.

O presidente lembrou a importância de eleições limpas, democráticas e auditáveis, e questionou: “porque um não quer eleições democráticas, nós temos que abaixar a cabeça? Estão com medo de quê?”. Bolsonaro questionou ainda qual o poder do presidente do TSE, que vai para dentro do parlamento e, em seguida, líderes partidários mudam de posição e trocam integrantes de comissão para não ter voto impresso. 

Bolsonaro lembrou novamente os fortes indícios de que houve interferência em eleições e questionou: “queremos uma farsa ano que vem? uma eleição marcada por suspeição?”. O presidente questionou o que ocorrerá se houver suspeitas sobre as eleições: “vou recorrer para eles?”. 

O  presidente alertou: “quererem chegar ao poder dessa forma, usando as armas da democracia para açoitá-la? É isso que estamos vendo. Todos nós temos limites. Chefe de poder tem limite”. Bolsonaro respondeu à exigência de confiança, dizendo: “é o povo que tem que confiar!”. 

O presidente disse: “temos a obrigação de garantir a nossa democracia, lutar por liberdade, que é o bem maior que a própria vida”. Bolsonaro acrescentou: “se nós nos calarmos, nos curvarmos ao politicamente correto, e acharmos que as velhas práticas podem voltar para atender os mesmos que querem a volta da corrupção e da impunidade, nós todos sucumbiremos”.


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