quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Bolsonaro responde após Fux, presidente do STF, ser tomado pela ira, cancelar reunião e criticar o chefe de Estado


O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, demonstrou ira e destempero ao anunciar, ao final da sessão da Corte, que cancelou uma reunião entre chefes de Poderes. O ministro Fux afirmou que, em julho, alertou o presidente Jair Bolsonaro sobre “limites do exercício do direito da liberdade de expressão, bem como sobre o necessário e inegociável respeito entre os poderes para a harmonia institucional do País”. O ministro afirmou que o presidente teria “reiterado ofensas, ataques e inverdades a integrantes desta Corte, em especial os ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, sendo certo que, quando se atinge um de seus integrantes, se atinge essa corte por inteiro”. Em consequência, Fux cancelou a reunião. 

O presidente Jair Bolsonaro, em sua live semanal, respondeu ao ministro, apontando que Fux se informa pela velha imprensa e reiterando que o ministro Luís Roberto Barroso mente ao dizer que o sistema eleitoral brasileiro é inviolável.  Bolsonaro disse: “deixar bem claro ao ministro Fux: na minha palavra aqui, não tem nenhum ataque ao Supremo Tribunal Federal. Se o senhor não tem alguém para informar o que eu falo aqui… Com todo o respeito, ler jornal - a imprensa, em sua maioria, é uma fábrica de fake news”. 

O presidente continuou rebatendo a nota divulgada por Fux: “estado democrático de direito é ter eleições limpas, transparentes”. Bolsonaro questionou a afirmação de que o STF estaria “ao lado do povo”. O presidente disse: “ao lado do povo??? Com todo o respeito, eu convido os ministros a irem comigo às ruas, à manifestação em São Paulo”. 

O presidente voltou a apresentar dados que apresentou ontem, inclusive um relatório produzido pelo TSE, que admite que o sistema foi invadido e explorado por um hacker ao longo de meses. Bolsonaro disse: “da minha parte não tem briga, tem verdade. Agora, a verdade dói”. 

O presidente questionou ainda qual o poder de persuasão do ministro Luís Roberto Barroso, que convenceu líderes partidários a trocarem os integrantes da comissão especial que analisa o projeto do voto impresso na Câmara, e perguntou: “isso é interferência ou não é?”. Ele lembrou que está sendo investigado pelo ministro Alexandre de Moraes por suposta interferência, que não foi demonstrada no vídeo da reunião ministerial. Bolsonaro afirmou: “O que o Alexandre de Moraes faz? Continua no processo, prorrogou agora por mais 3 meses. Qual o objetivo disso? Está juntando acusações, quem sabe, para usar no futuro, quando eu deixar a presidência da República. Qual é o meu futuro, com um ministro que age dessa maneira?”


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