segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Deputada de Bolsonaro, Aline Sleutjes faz apelo emocionado ao abordar escalada de autoritarismo e 7 de setembro


Em pronunciamento ao vivo, a deputada federal Aline Sleutjes realizou um apelo emocionado ao abordar a escalada de insegurança jurídica, autoritarismo assentado em medidas judiciais arbitrárias e perseguição política direcionada a conservadores. Nesta toada, a parlamentar fez uma explanação a respeito da importância da manifestação de 7 de setembro, ressaltando a união dos cidadãos, de forma pacífica, pelo resguardo de direitos fundamentais.

A congressista encetou: “Estamos em um momento de uma escalada muito rápida e forte do autoritarismo em nosso país. Insegurança jurídica. Não temos mais o direito de opinar. Não podemos mais pensar de maneira diferente do STF. As pessoas, sejam elas repórteres, jornalistas, blogueiros, deputados federais, nós estamos em uma cilada, em uma dificuldade gigante, em um desespero total. Por quê? Porque se você fala uma ‘coisinha’ que desagrade, que saia da sintonia do que alguns estão querendo para o Brasil, já somos tachados, rotulados, sujeitos a inquérito e prisão, como muitos de nós estão enfrentando”.

Ademais, a parlamentar ressaltou a tendência de que as perseguições se expandam: “Hoje, somos nós. Deputados bolsonaristas, blogs, jornais de direita. Amanhã, serão vocês. Hoje, somos nós na berlinda, perseguidos, investigados, sofrendo. Os nossos estão sendo punidos. Amanhã será você. Um momento grave, de pandemia, em que o Brasil e o Governo Bolsonaro têm de se reinventar a todo momento. Tem gente que, em vez de jogar a favor do Brasil, joga contra”.

Conforme a deputada, é crucial que os cidadãos observem e aprendam com o exemplo de outros países que não conseguiram resistir a movimentos autoritários: “Até quando nós vamos ficar calados? Será que já não nos servem os exemplos do que está acontecendo em Cuba, na Venezuela, na Argentina, no Afeganistão? Nós temos que ficar sentindo na pele? Será que, vendo o que está acontecendo lá fora, a gente não pode usar como exemplo? Vamos acordar. Quando chegarem a um espaço, um ambiente, um salão de beleza, uma lanchonete, e estiver aquele canal ligado falando mal do Brasil, do presidente Jair Bolsonaro, peça para trocar. Mande desligar. Enquanto a gente estiver dando audiência, estamos ferrados. Faz 8 anos que, aqui em casa, não entra a Rede Globo. Onde vou, peço para trocar. Ou a gente para de patrocinar essa mídia que quer destruir o Brasil ou vamos ser destruídos juntos. Somos tripulantes do mesmo barco, do mesmo navio. Se afundar, vamos todos juntos”.


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