sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Deputado alerta sobre ativismo judicial do STF e censura a Bolsonaro: ‘fundo do poço’


Durante a votação do parecer do segundo relator na comissão especial que analisa o voto impresso, o deputado Ubiratan Sanderson respondeu aos parlamentares de esquerda que votaram contra o desejo dos brasileiros para marcar oposição ao presidente Jair Bolsonaro, e alertou contra o ativismo judicial que submete o Congresso. 

O deputado lembrou que a PEC da deputada Bia Kicis foi proposta em 2019, com o apoio de mais de 200 parlamentares, e agora vem sendo descrita como se fosse casuística ou como se fosse uma PEC do presidente Jair Bolsonaro. O deputado rebateu: “ouvir de agentes políticos que não são deputados nem senadores, agentes políticos externos, que atuaram em redes sociais, atuaram através de notas, através da imprensa,  dizendo toda sorte de argumentações, apontando para o presidente Bolsonaro a autoria uma PEC que não é dele, a PEC é da deputada Bia Kicis apoiada por 200 deputados federais. ‘Ah, o presidente apoia’. Apoia como milhares de pessoas apoiam o voto impresso auditável e a segurança nas urnas”.

O deputado Sanderson alertou: “O dia em que o presidente da República não puder tecer críticas, não estaremos vivendo em uma democracia”. Ele acrescentou: “o dia em que um deputado, um senador, um prefeito, um presidente não puder falar, criticar, é porque nós estaremos no fundo do poço”. 

O deputado lembrou ainda que há um deputado federal preso por emitir sua opinião. Sanderson questionou: “Que democracia é essa em que querem tolher a fala de um presidente da República, colocam na cadeia um deputado federal que teceu críticas ao sistema?”. 

O deputado elencou uma série de mentiras que são sistematicamente repetidas pela oposição ao presidente, e questionou a seletividade dos ataques que mencionam “fake news”. Sanderson apontou a ação de “agentes políticos que não sabem o tamanho do cargo que ocupam”, afirmando que são “levianos e irresponsáveis e precisam ser freados”. O deputado alertou: “admitir, concordar que ministros do TSE ou mesmo da Suprema Corte brasileira saiam de suas raias jurisdicionais e venham para dentro do parlamento fazer um ativismo judicial que não lhes cabe é algo que nós não podemos aceitar”. 

O deputado lembrou: “hoje é o voto impresso; amanhã serão outras situações em que agentes políticos não eleitos entram tentando formar posição, ou formar opinião dentro do parlamento, isso não cabe”. 

Sanderson resumiu: “o que nós estamos vendo aqui é: ministros do STF tentando influenciar deputados federais. E isso não pode. (...) Vivemos numa democracia, e o dia em que agentes políticos eleitos, o dia em que o presidente não puder criticar o sistema brasileiro, é porque nós estaremos, sim, no fundo do poço. Estamos em uma democracia, e a democracia tem que ser cada vez mais solidificada”.


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