terça-feira, 3 de agosto de 2021

Senador Girão confronta Renan Calheiros, aponta ‘barbarização’ e perseguição a Alexandre Garcia, Brasil Paralelo e Jovem Pan


Em coletiva de imprensa concomitante à retomada e ao andamento da CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça”, e “Tribunal de Renan Calheiros”, o senador Eduardo Girão fez um protesto veemente contra arbitrariedades de Renan Calheiros, Randolfe Rodrigues e Omar Aziz no âmbito da Comissão Parlamentar de Inquérito. 

Nesta toada, o parlamentar comentou as agressões a veículos independentes, ao jornalista Alexandre Garcia e à Jovem Pan: “Infelizmente, mesmo após o recesso de 15 dias, a CPI vem com os mesmos vícios, a mesma ânsia que chega a cegar pelo ódio. É isso que a gente vê na postura de agora, tem requerimentos com o objetivo de tornar essa CPI um instrumento político. Querendo calar a imprensa. Isso é gravíssimo. Desrespeito aos direitos constitucionais. Queriam quebrar o sigilo de um grande veículo, a Jovem Pan. Retiraram, mas, só de ser pautado, é absurdo. É uma tentativa de calar. Vimos, aqui, com outros jornalistas, também, com o caso de Alexandre Garcia. Elencaram postagens que nada tinham a ver com ele. É muito preocupante o que a gente está vendo aqui”

Neste contexto, o congressista alertou: “A CPI está barbarizando, não houve nada de reflexão neste período. É um caminho muito preocupante. É um momento em que precisamos de técnica, de seriedade. A disputa politiqueira para 2022 continua permeando os trabalhos dessa CPI”.

Girão protestou, ademais, diante da “fuga” quanto a investigações a respeito do Consórcio Nordeste: “Esperava que votasse o escândalo que todo mundo quer saber, do Consórcio Nordeste, mas a CPI foge desse assunto de forma vergonhosa. Está pegando muito mal. A sociedade, que acompanha a comissão, quer saber”. 

Nesta conjuntura, o parlamentar abordou a perseguição política à empresa Brasil Paralelo: “Outro grande equívoco é o requerimento de quebra de sigilo da Brasil Paralelo. Só por ser conservador, por ter ideologia e valores diferentes da cúpula da CPI, impuseram essa penalidade de quebrar o sigilo, sem nenhum embasamento. Essa não é a CPI da fake news, ou do voto auditável, como agora querem fazer. As motivações são as mais confusas. Esses sigilos têm sido quebrados de forma reiterada e são vazados para a imprensa. O próprio STF já se manifestou várias vezes, mas fica caladinho da silva neste momento. Até os juristas que são contra o Governo Bolsonaro estão incomodados, pois estão vendo uma perseguição política cada vez mais consolidada nesta CPI”.

Dessa maneira, o senador sintetizou: “Há uma situação de afronta e desrespeito às pessoas nesta CPI. A população quer a verdade, mas isso eles não querem. É narrativa em cima de narrativa com finalidade eleitoral. Vamos ver a quem interessa a blindagem que estão fazendo sobre os bilhões enviados a estados e municípios”.


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