terça-feira, 3 de agosto de 2021

Senador Girão ‘empareda’ Omar frente a frente sobre Gabas e Consórcio Nordeste - Depoimento de reverendo


No decorrer de depoimento do reverendo Amilton Gomes de Paula à CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça”, e “Tribunal de Renan Calheiros”, o senador Eduardo Girão exigiu do presidente da Comissão, Omar Aziz, que deixe de ignorar os requerimentos que visam investigar os desvios de recursos enviados pelo governo federal a estados e municípios. 

Conforme a CPI debatia a convocação de membros do governo Bolsonaro, o senador pediu a convocação imediata do ministro da Controladoria-Geral da União, dizendo que o ministro teria muito a contribuir com a investigação. Girão disse: “Eu ia chegar exatamente a este ponto. Da CGU, do ministro Wagner Rosário: Ele pode esclarecer situações tanto do Governo Bolsonaro, da Covaxin, quanto de estados e municípios, que ele fez 53 operações. A boa notícia é que ele quer vir. Está esperando marcar. Se temos, aqui, uma votação unânime da vinda do ministro Wagner Rosário, queria fazer uma solicitação para o senhor pautar, não adiar mais. Foi adiado várias vezes, eu achava até que seria nesta semana. Se o senhor puder pautar para a próxima semana, eu agradeço”.

Ao mostrar uma reportagem da revista VEJA, Girão assestou: “Olhe o título. Uma doença nacional. Fala do caso escancarado do Consórcio Nordeste. A gente precisa ouvir as pessoas que precisam estar nesta CPI. A gente não pode, simplesmente, virar as costas, fazer de conta que não está acontecendo nada neste caso. Inclusive, envolve o governador da Bahia. Ele diz o seguinte: ‘a mim, não cabe checar as informações do contrato’. Poxa, o maior contrato do Consórcio Nordeste, quase 50 milhões. Se cabe ao Gabas, por que a CPI não quer ouvir o Gabas, então?”.

O senador lembrou: “Em depoimento, a dona da empresa cita situações delicadas, inclusive envolvendo dois ex-ministros do Governo Dilma. Colocam a participação direta do governador do Pará. Os desvios podem chegar a 280 milhões de reais. Os procuradores investigam, entre outros negócios, ilegalidades nas compras de respiradores”. E acrescentou: “A gente precisa buscar toda a verdade, não apenas parte da verdade”.


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