quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Senador Girão faz alerta sobre escalada autoritária de STF e TSE e defende impeachment de Moraes: ‘3 milhões de assinaturas’


Em pronunciamento no Senado Federal, o senador Eduardo Girão fez uma defesa enfática do impeachment de Alexandre de Moraes, ministro do STF, ressaltando as violações à independência dos poderes perpetradas pela Suprema Corte, o desrespeito aos direitos fundamentais, mormente o da liberdade de expressão, e o amplo apoio popular explicitado por mais de três milhões de assinaturas.

O senador encetou: “Pela pacificação do País, o Senado precisa agir, não porque Presidente da República quer, absolutamente. Esse debate, Senador Kajuru, é um debate que, desde o início de nossas Legislaturas, a gente fala que é importante ser trilhado pelo Senado Federal, porque só esta Casa pode fazer análise de impeachments de membros dos tribunais superiores”.

Nesta toada, o congressista relatou: “Eu fui com o senhor, juntamente com o Senador Styvenson Valentim, com o Senador Heinze também, entregar pessoalmente ao Presidente Rodrigo Pacheco o pedido de impeachment, meses atrás, do Ministro Alexandre de Moraes, um pedido de impeachment que vem com três milhões de assinaturas de cidadãos brasileiros. E o Senado precisa deliberar sobre isso, dar legitimidade a esse anseio legítimo do povo brasileiro, que há tempos quer que o Senado faça, cumpra o seu papel constitucional”.

Ademais, o parlamentar apontou a responsabilidade do Senado Federal em um grave momento da História do Brasil: “Então, eu acredito que esse vácuo que nós temos hoje no Senado não contribui para a pacificação, para o diálogo no País; muito pelo contrário, a gente vê um Poder da República invadir a competência sobre os outros, estando acima dos outros”.

Outrossim, o congressista salientou a necessidade de enfrentar as violações perpetradas nos tribunais superiores da República, resguardando a livre expressão e o pluralismo político: “Em quase 132 anos da República, nunca esta Casa deliberou sobre um pedido de impeachment, e nós temos apoio popular com relação a isso, e é importante para que se freiem certos abusos...essa escalada autoritária que a gente percebe hoje nos tribunais superiores. Senador Aníbal, eu não concordo com tudo que diz o Presidente da República, com tudo que faz o Presidente Bolsonaro, mas eu estarei, com minha família, no dia 7 de setembro, nas ruas pela liberdade de expressão. Não é agressão, é pela liberdade de expressão, porque nós vimos, nas últimas semanas, uma tentativa de calar, de colocar uma mordaça principalmente em ideias conservadoras. Ideias diferentes são importantíssimas num país livre como o Brasil é”.


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