terça-feira, 31 de agosto de 2021

Senador Marcos Rogério dá lição de moral ao abordar 7 de setembro e desmonta manipulações da CPI


Em coletiva de imprensa, o senador Marcos Rogério comentou a sessão da CPI que debateu e votou requerimentos e enfatizou a importância das manifestações de 7 de setembro. Questionado a respeito de 7 de setembro e se estaria otimista ou preocupado, o parlamentar deu uma lição: “Não posso ter preocupação com o povo. A Constituição Federal diz que todo o poder emana do povo. Toda vez que há manifestação da sociedade, desde que seja ordeira, pacífica, dentro das balizas constitucionais, não se pode temer o povo. O povo deve ser respeitado, deve ser ouvido. Talvez as manifestações sejam justamente porque muitos que estão em postos de poder deixaram de ouvir o povo, deixaram de considerar a voz do povo. Estamos vivendo um novo tempo. Houve um tempo em que uma manchete de um grande veículo de comunicação alimentava a opinião pública (...). Hoje, todos estão conectados. A população quer ser ouvida, quer ser respeitada. Por isso, se mobiliza e participa. Não devemos ter medo do povo, mas ter respeito pelo povo. O poder não está na mão dos encastelados. O poder é derivado justamente do povo. A não ser que mude a Constituição Federal, que se mude essa premissa básica”.

O senador explicou: “Quem representa não pode ser representante de si mesmo. É preciso respeitar esta expressão, esta força. A pluralidade. Vamos ouvir a todos e respeitar. A voz da sociedade precisa ser, neste momento, ouvida com muita atenção”.

O senador Marcos Rogério lamentou a condução da CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”: “É algo lamentável. A CPI já está em estágio final e você está perdendo tempo quando poderia estar trazendo aqui depoimentos importantes de personagens importantes onde há elementos de prova colhidos nas operações da Polícia Federal, da CGU, do Ministério Público Federal. Poderia apurar o que realmente aconteceu e apurar, além do Ministério da Saúde, o que aconteceu nos estados e municípios. Eles não fazem isso. Qualquer tema de fora, hoje, é apenas para produzir narrativas no âmbito da CPI”

O senador acrescentou: “Denunciei, na semana passada, uma decisão da presidência da CPI que dificultava o acesso dos senadores da CPI aos documentos. Houve uma ruptura do acesso. Abriu-se o acesso e um novo ato determinou o impedimento, o que dificulta o trabalho dos senadores, sobretudo os que querem fazer uma investigação alargada, que não querem ficar com foco apenas no Governo Federal. É uma obstrução”


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