terça-feira, 3 de agosto de 2021

Senador Marcos Rogério escancara jogo sujo da CPI e reverendo chora em pleno depoimento


Durante a oitiva do pastor Amilton Gomes de Paula na CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”, o senador Marcos Rogério questionou o religioso sobre suas motivações para se envolver em tratativas para a compra de vacinas, no negócio que não se concretizou com a vacina Covaxin. 

O senador Marcos Rogério questionou se o pastor poderia ter sido vítima, ou se podia ter faltado com o dever de vigilância e prudência. O senador afirmou que fazia essa pergunta porque não o identificava como semelhante aos outros envolvidos.  O senador disse: “não fiz essa ponderação em relação a Dominguetti e Luís Miranda. Me pareceu se tratar de dois trambiqueiros. [z9] Prefiro crer na sua boa-fé, e que V. Sa. tenha sido vítima nessa situação toda”. A fala do senador levou o pastor às lágrimas.

O senador observou: “É bom que o Brasil saiba que tentativas de golpe, de fraude, de corrupção, acontecem a todo momento. Há uma diferença entre governos de outros tempos e este governo. Este processo não avançou um milímetro. Não houve a contratação, não houve o dispêndio de um real pago. Fala-se de corrupção sem um centavo pago. Fala-se de corrupção sem ter corrupção. Essa é a diferença. Corrupção, indícios, evidências…tem aos montes, em relação a estados, municípios, consórcio Nordeste, mas isso não se quer investigar. Perda de tempo. Estamos falando de algo que não aconteceu”

Após o senador Marcos Rogério sugerir um “mea culpa” ao religioso, libertando-se por meio da verdade, o depoente chorou ao relatar sua história de vida e declarou: “Dobrei meus joelhos. Orei. Peço desculpas ao Brasil, pois o que cometi não agradou aos olhos de Deus. Quem me conhece na igreja sabe que dou meu sapato para as pessoas carentes. Vendi meu carro. Peço perdão, jamais fraudei ou tirei algo de alguém”. O senador Marcos Rogério, por seu turno, ressaltou que não fará pré-julgamentos, apontando: “A narrativa em relação a essa negociação tem como foco tentar desqualificar o governo, ainda que reconheçam que não tem um ato administrativo que possa ser apontado como de corrupção. O controle interno do Ministério da Saúde funcionou bem, o compliance, diferente do que ocorreu em outras épocas, no Brasil recente. Há uma diferença entre o governo de ontem e o de hoje”.


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