terça-feira, 3 de agosto de 2021

URGENTE: Bolsonaro rebate após Barroso e Moraes abrirem inquérito no TSE e aprovarem notícia-crime no STF


Em conversa com cidadãos nos jardins do palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro rebateu declarações de Luís Roberto Barroso, ministro do STF e presidente do TSE. Na noite desta segunda-feira, o plenário do TSE aprovou a apresentação de uma notícia-crime contra o chefe de Estado perante o inquérito 4781, do STF, que é conduzido por Alexandre de Moraes, e anunciou a abertura de um inquérito para apurar declarações do mandatário. Bolsonaro lembrou que muitos países abandonaram as urnas eletrônicas de primeira geração ao notarem que o processo não era transparente e não podia ser compreendido pelo povo. 

Bolsonaro disse: “o ministro Barroso presta um desserviço à nação brasileira”. O presidente disse que o ministro Barroso tenta sugerir que há uma briga do presidente contra instituições. Bolsonaro disse: “estão querendo me trazer para dentro, com inquérito, como se fosse uma briga minha contra o TSE ou o Supremo. Não é. É contra um ministro do Supremo, que é também presidente do TSE, querendo impor a sua vontade”.

O presidente alertou: “estamos falando de algo gravíssimo, que é a liberdade do povo”. Bolsonaro pediu ao povo que aprenda com o exemplo dos vizinhos como Cuba e Argentina e perguntou: “será que é difícil perceber que isso pode acontecer aqui?”. O presidente acrescentou: “eu jurei dar a vida pela pátria, no caso de agressão externa ou interna. E o Brasil está sendo agredido internamente”. 

Bolsonaro questionou: “o que o ministro Barroso - não o TSE, não o Supremo - acha disso? Devemos deixar acontecer, para depois o lado perdedor buscar na Justiça e, na ponta da linha, quem vai julgar é o próprio Barroso?”.

O presidente mencionou o processo aberto contra ele e disse: “se o ministro Barroso continuar sendo insensível, e se o povo assim o desejar, teremos uma concentração na Paulista para dar um último recado para aqueles que ousam açoitar a democracia. Repito - um último recado. Eu estarei lá. Se o povo estiver comigo, nós vamos fazer com que a vontade popular seja cumprida. Até porque, sr. ministro Barroso, a Constituição diz que a vontade do povo é soberana”. 

Bolsonaro acrescentou: “eu jogo dentro das 4 linhas da Constituição; o ministro Barroso, com certeza, joga fora. Eu não vou deixar de cumprir o meu dever de presidente da República”. 

O presidente questionou: “Por que, sr. Barroso, essa vontade enorme de dizer que você está certo? Você vale mais que milhões de pessoas que se manifestam por um sistema eletrônico limpo, democrático? Por que ele quer que essa sombra permaneça?

O que ele teme? A quem ele serve? Ele acha que mentindo várias vezes, contra laudos da PF, nós vamos acreditar? O Brasil mudou! Não estava acostumado a isso? É bom começar a se acostumar! O senhor é ministro do Supremo, merece respeito, mas tem que se dar ao respeito”. 

O presidente disse: “Barroso, a liberdade de expressão vai continuar valendo. Eu jurei dar a vida pela pátria”. Bolsonaro lembrou que os poderes são independentes, harmônicos, e têm limites. E acrescentou: “essa derradeira interferência, querer escolher, querer dizer à população que essa urna eletrônica é confiável, é abusar da inteligência de todos nós. Temos, mais que o direito, o dever de fazer valer a letra da Constituição -  a liberdade de expressão, o direito de ir e vir, o direito ao trabalho, frequentar qualquer templo religioso. A alma da democracia é o voto, mas esse voto tem que ser contado. Dizer, senhor Barroso, que teremos eleições. Sua palavra não vale absolutamente nada”. 

O presidente disse: “não serão admitidas eleições duvidosas. O Brasil vai ter eleição ano que vem - eleições limpas, democráticas”. Bolsonaro prosseguiu: “O Brasil mudou. Jurei dar minha vida pela pátria. Não aceitarei intimidações. Vou continuar exercendo meu direito de cidadão, de liberdade de expressão, de criticar, de ouvir e de atender, acima de tudo, a vontade popular. Pode crer: o Brasil está mudando e não haverá retrocesso. Teremos eleições limpas, democráticas e auditáveis”


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