sábado, 4 de setembro de 2021

Bolsonaro é aplaudido de pé ao se pronunciar no CPAC: 'Poder moderador é o povo. O 7 de setembro mais importante de nossas vidas'


O presidente Jair Bolsonaro participou, nesta tarde, da Conferência de Ação Política Conservadora, o CPAC Brasil 2021. Em seu discurso, Bolsonaro lembrou que as pessoas irão às ruas se manifestar no próximo dia 7 de setembro por sua liberdade.

Bolsonaro disse: “vamos entrar num outro assunto, que é muito caro para todos nós. Porque tem uma coisa mais importante do que a vida de cada um de vocês. É a sua liberdade. Uma pessoa sem liberdade não tem vida. E certas coisas não acontecem de uma hora para outra, como um raio. Vêm devagar. Hoje você vê governadores ameaçando policiais que estejam de folga e queiram comparecer no 7 de setembro. Se nós falarmos: ‘eu não sou policial, não tenho nada a ver com isso…’ Aguarde, que sua hora vai chegar”.

O presidente  lembrou que, com a pandemia, surgiram “protótipos de ditadores” entre governadores e prefeitos, e ele passou a ser cobrado para tomar alguma medida. Bolsonaro disse: “Eu entendo que, com o que o Brasil passou agora, em especial nos últimos 18 meses, a maioria da população já sabe quem está com a razão. A maioria já sabe quem está errando. A maioria já sabe de que lado vai ficar”. 

O presidente prosseguiu: “Quando se fala em poder moderador, eu defini hoje em Caruaru quem é o poder moderador”. O presidente brincou com o jurista Ives Gandra e disse: “resolvi agora pacificar a jurisprudência. Poder moderador é o povo!”, ao que o público respondeu aos gritos de “Eu autorizo”. 

Bolsonaro disse: “As sedes dos 3 poderes estão localizadas aqui em Brasília. Quando um ministro, porventura, esteja saindo na tangente, pela curva, eu converso com o ministro. E a gente acerta. Quando um deputado ou senador está extrapolando, vai para o conselho de Ética. E no Supremo Tribunal, quando um ministro está saindo pela curva, o que acontece com ele?”.

O presidente explicou: “Não estou aqui criticando instituições. Todos nós que integramos essas casas somos seres humanos, passíveis de erro. Uma das virtudes é ser capaz de reconhecer os erros. Infelizmente, temos um ministro do supremo que está dando um tom completamente errado. Lá, todos devem zelar pela Constituição”.

Bolsonaro disse: “Não vou dar conselho para ninguém do Supremo. Todos são maiores de 35 anos, são pessoas responsáveis. Agora: este UM está contaminando a nossa democracia. Este UM está simplesmente ignorando vários incisos do art. 5º da Constituição. Está ignorando outro dispositivo da nossa Constituição, que fala da liberdade de expressão”. 

O presidente afirmou: “no próximo dia 7, nós temos um encontro. Um encontro com a verdade. Um dos 7 de setembro mais importantes de nossas vidas. Todos os movimentos de que vocês participaram, de gente que pensa parecido comigo. Ninguém vai ao 7 de setembro para elogiar, idolatrar nenhum político. Nós vamos todos juntos falar que, com a nossa liberdade, não. Eu jurei dar a vida pela Pátria. Vocês, pela liberdade. Esses movimentos, os nossos policiais nunca tiveram um problema sequer. (...) Nós somos pacíficos. Nunca invadimos e nem invadiremos nenhum prédio por ocasião desse momento. O retrato que nós queremos nesse dia não é meu, não é de nenhum político. É o retrato de vocês”. 

Bolsonaro prosseguiu: “Uma imagem vale mais que um milhão de palavras. Essa imagem é o nosso passaporte para mostrar para aqueles pouquíssimos que ousam brincar com a nossa Constituição, com os nossos direitos, falar: dá um tempo aí, cara. Não vai continuar prendendo gente. Não está em discussão as palavras em si. Está em discussão a liberdade de expressão”. 

O presidente questionou o corregedor do TSE, Luís Felipe Salomão, que censurou páginas e canais conservadores como a Folha Política, e lembrou: “é um direito meu ouvi-los, é um direito meu me identificar com muitos deles. Por que querem calar essas vozes?”.

Bolsonaro concluiu: “Hoje eu considero vocês já suficientemente amadurecidos para encarar a verdade. Não devemos delegar aos outros o que cabe a cada um de nós. O que vai fazer o nosso país voltar ao eixo da normalidade é a atuação de cada um de vocês”.

Mais adiante, o presidente afirmou que não se pode aceitar que um ministro do  STF decida sozinho sobre o voto impresso, ou que outro diga que, para ele, não vale a liberdade de expressão. Bolsonaro disse: “o retrato do próximo dia 7 não será o meu retrato, será o de vocês. Algo que vocês vão dizer a todos nós, para mim, para o Pacheco, para o Lira e para o Fux. Esse retrato é um sinal que nós devemos dar um passo atrás, ler a Constituição”. 

Bolsonaro acrescentou: “esse elemento tem que receber uma reprimenda do seu respectivo chefe de poder. É assim que vive uma nação civilizada. Não jogaremos fora das quatro linhas, mas também não podemos permitir que uma pessoa, com o poder da força, jogue fora das 4 linhas, também”. 


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