quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Bolsonaro é aplaudido de pé ao responder a pronunciamento de Fux, do STF, e alertar para autoritarismo de Moraes e do TSE


Em pronunciamento no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro foi aplaudido de pé ao responder a discurso de Luiz Fux, presidente do STF, alertar para o autoritarismo de Alexandre de Moraes, ministro do STF e do TSE, e para arbitrariedades perpetradas pelo TSE.

O chefe de Estado encetou fazendo uma advertência no que concerne aos riscos da concentração de poder: "Não podemos ficar reféns de um do parlamento, um do Executivo ou um do STF. Essa é a harmonia. Liberdade é a palavra em voga (...). Hoje, vi o ministro Fux dizendo que não pode haver democracia sem respeitar a Constituição. Palmas para o ministro Fux. Temos de respeitar a Constituição em todos os seus artigos. Principalmente o artigo 5º. Imagine, dentro de nossas casas, se, em um casal, um começasse a censurar o outro. Iria destruir a família. O nosso país é formado por muitas famílias (...). Eu sou muito atacado nas redes sociais. Não é por isso que vou tomar providências para calar essas pessoas”.

Nesta toada, o mandatário rememorou antiga declaração de Alexandre de Moraes: “Como disse Alexandre de Moraes há algum tempo. Quem não quer ser criticado fique em casa. Parabéns, Alexandre de Moraes. Não podemos usar da força, do poder que nós temos, para censurar quem quer que seja, para desestabilizar a Nação, para acirrar os ânimos. Essa liberdade é importante para todos nós. O Brasil está em paz, no meu entender. Está faltando uma ou outra autoridade ter a humildade de reconhecer que extrapolou. Ninguém precisa temer o 7 de setembro. Estarei aqui na Esplanada e, também, na Avenida Paulista. Pelo que tudo indica, haverá um recorde, mais de 2 milhões de pessoas. Pelo que estão clamando? O ministro Fux falou em respeito à Constituição. Todos nós queremos, mas, muitas vezes, falta olharmos para dentro de nós mesmos e vermos se não somos a pessoa que está turvando a água".

Dessa maneira, Bolsonaro ressaltou a importância de congregar esforços em prol da garantia da liberdade para os cidadãos: "Liberdade acima de tudo. Querer violar artigos da Constituição por decreto é um crime. Não tem como não dar certo esse governo (...). Se estamos aqui é porque acreditamos no que está acontecendo. Sei das minhas limitações. Pergunto, às vezes, coisas óbvias para meus ministros. Esse entendimento, esse entrosamento, a confiança entre nós, a liberdade que nós temos (...). Quantas vezes eu engulo sapos. Não é só o Executivo que tem de engolir. O Legislativo, também. O Judiciário, também".

Neste contexto, Bolsonaro voltou a convidar autoridades para a manifestação de 7 de setembro: "Eu não estou organizando nada para o dia 7. Apenas fui convidado. Se algum integrante do Senado, da Câmara, do TCU, do STF, quiser subir em um carro de som comigo e fazer uso da palavra, eu garanto essa palavra. Não teremos outro grito de independência, nós já somos independentes. Creio que o que acontecer no dia 7, o mundo e vocês verão a fotografia. É como diz o ditado: uma boa imagem vale mais que um milhão de palavras. É para mostrar o que eles estão pedindo. Não estão pedindo nada mais do que o óbvio, que nós temos obrigação de fazer. Por que um ou dois não querem fazer? Que poder eles têm? Para dizer 'eu mando, eu tenho a caneta'? A caneta pode ser usada para o bem e para o mal. "Quando vemos alguém no caminho errado, da prepotência, do autoritarismo, tem de chegar nele para que ele recue. Tem gente que erra na Câmara, no Senado, no Executivo, no STF. Os outros precisavam chegar e conversar. Não precisávamos ter esse momento de tensão quanto ao dia 7 (...). São pessoas do bem, pacíficas, diferente do outro lado. São pessoas que querem o bem de nossa Nação".


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