segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Bolsonaro é aplaudido de pé ao desabafar sobre CNN, demissão de Alexandre Garcia, inquéritos, censura e perseguição


O presidente Jair Bolsonaro participou da cerimônia de lançamento do crédito Caixa TEM, da Caixa Econômica Federal, que marca também os 1000 dias de seu governo. Bolsonaro iniciou apontando que já viveu bastante e isso lhe permite refletir sobre o futuro do país e do povo. Bolsonaro disse: “o Brasil será amanhã o que nós fizermos hoje”. 

Bolsonaro pediu a atenção do público para um alerta. Ele disse: “não pensem que certas coisas só acontecem com o vizinho ou com os outros. Infelizmente, podem acontecer com cada um de nós”. O presidente prosseguiu: “não pensem que certas coisas que acontecem com outros países não podem acontecer com o Brasil”. Bolsonaro questionou se alguém imaginava que a Venezuela, que foi um dos países mais ricos do mundo, poderia chegar a sua situação atual. 

O presidente apontou que, aos 1000 dias, seu governo enfrenta problemas, naturalmente, ainda em meio à pandemia, mas enfatizou que a situação poderia estar muito pior se houvesse um esquerdista em seu lugar. O presidente também apontou os problemas em todos os países do mundo e enfatizou a boa condução da economia feita pelo ministro Paulo Guedes. 

O presidente apontou ainda outros tipos de problemas, como a censura, inclusive dentro da própria velha imprensa, ressaltando o caso do jornalista Alexandre Garcia. Bolsonaro disse: “Um famoso jornalista foi demitido por sua opinião. Não tem coisa mais absurda do que isso. Para onde estamos caminhando?”. Bolsonaro também apontou que, embora seja acusado de “atos antidemocráticos”, é ele quem mais vem respeitando os direitos dos cidadãos. 

O presidente lembrou que a liberdade não pode ser relativizada, dizendo: “tem certas coisas que você tem ou não tem”, e acrescentou: “quem garante isso? Não é um homem apenas”. E disse: “como eu disse no começo: eu já vivi o suficiente. Lógico que não quero morrer hoje nem amanhã. Quero viver mais uns 20 anos, com liberdade”. 

O presidente falou das dificuldades do cargo e comparou seu ministério com os de governos anteriores. Bolsonaro disse: “É difícil trabalhar certo? É. Porque as pessoas se voltam contra você”. O presidente comparou as reações contra seu governo ao que acontece ao se “tacar fogo num ninho de rato”. 

Bolsonaro reforçou a importância da resiliência e da resistência aos ataques, e lamentou que os ataques se voltem contra seus familiares, amigos e assessores. Ele disse: “mais uma investigação, mais um inquérito… pelo que tudo indica, é tráfico de influência de terceiros para tentar derrubar o governo”. O presidente acrescentou: “Mas nós temos um percurso. Temos muitos obstáculos. São intransponíveis? Não. Mas depende do compromisso de cada um”. 

A renda deste vídeo e de todos os outros da Folha Política está sendo confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, do Tribunal Superior Eleitoral. O ministro decidiu, de forma monocrática e em um inquérito administrativo, confiscar toda a renda da empresa, a pretexto de impedir a divulgação de discursos que não lhe agradam. Sem a renda, a empresa em breve não poderá mais manter sua estrutura em funcionamento, cumprir seus compromissos financeiros e pagar seus colaboradores.  Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode ajudar a evitar que o jornal seja fechado, doe por meio do PIX cujo QR Code está visível na tela ou por meio do código ajude@folhapolitica.org. Há quase 10 anos, a Folha Política vem mostrando a realidade da política brasileira e quebrando barreiras do monopólio da informação. Com a sua ajuda, poderá se manter firme e continuar a exercer o seu trabalho. PIX: ajude@folhapolitica.org


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